Os fiscais da Agespisa flagraram somente nos últimos dois anos mais de 40 ligações clandestinas ao longo da adutora e a empresa afirma que o crime continua sendo praticado. Segundo a direção de Operações da Agespisa, o roubo está acontecendo inclusive para abastecer carros-pipas que vendem a água por um preço médio de R$ 180,00 por 10 mil litros de água.

A Agespisa já constatou desvios irregulares de água em pelo menos sete municípios do semiárido piauiense. A Defesa Civil e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) confirmam que as barragens e reservatórios de água da região, que abastecem os carros-pipa para distribuição da água, estão abaixo de 10% da capacidade.
sssO diretor de operações da Agespisa, Antônio Rocha, disse que a empresa está fazendo varredura sobre o roubo. Segundo ele, como os pontos de captação de água para os carros-pipas está ficando muito longe e mais dispendioso para os pipeiros, eles estão coletando água de forma clandestina nas adutoras e bombas da Agespisa.
Apesar disso, ele informou que produtores rurais, agropecuaristas e famílias que não têm de onde pegar água também estão furtando o líquido das bombas das adutoras.
"Sabemos que o açude de Piaus, em São Julião, está com 9% da capacidade e esperamos que dê para garantir o abastecimento este ano. Existem adutoras na região para atender as famílias e é nessas que está havendo o roubo e por isso acionamos a polícia. Temos que acabar isso e punir quem está roubando água", explicou.
