
Apesar de se saber que há oposição no Galo e que o ex-presidente, atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, costuma lembrar que o nome oficial da nova Arena MRV será "Estádio Elias Kalil", referência a seu pai.
O Atlético tem fluxo de caixa, não aumenta as velhas dívidas, montou um time poderoso e projeta ser vencedor nos próximos anos. Desafia até o Flamengo: "Li que o Flamengo tem patrimônio líquido de R$ 300 milhões. O do Atlético é maior."
Fala sobre a soma da Cidade do Galo à construção da nova Arena MRV, estádio atleticano que terá o nome da empresa de Menin comprando os direitos de nome. "O Atlético tem o centro de treinamento, a arena, o shopping center. Acho que o patrimônio pode se aproximar de R$ 2 bilhões", diz Menin.
O empresário passa as festas de final de ano nos Estados Unidos e já sabe que o Atlético manterá sua base. Pode perder jogadores, como Savarino, mas manter os principais jogadores dos títulos brasileiro e da Copa do Brasil. Sobre transformar o investimento atual e pensar e adquirir o Atlético em formato de Sociedade Anônima do Futebol, ele descarta. Neste momento.
"Temos um grupo que estuda esta situação, mas a SAF tem exigências, como dar 20% da receita para as dívidas. Nós não estamos com dor de barriga para virar SAF, como outros clubes."
Não se trata de uma provocação simples. Menin fala sobre o projeto de investir no Atlético e ter lucro. Ajudar o clube a pagar as velhas dívidas. Também. Isto à parte, o Galo tem de pagar dívidas, ou seria contraditório com o discurso de seu principal investidor: "O Campeonato Brasileiro tem de ser referência para o mundo. Hoje, olhando, a seleção não fará uma boa Copa do Mundo. A não ser que tenha sorte. Nós precisamos voltar a ser referência. Vejo que há o começo de um projeto nesta direção. O Atlético vai fazer a sua parte."