Os participantes foram indicados pelas equipes do SAMU que atuam nos municípios de Barras, Campo Maior, Esperantina, Pedro II, Piripiri, União, José de Freitas, Altos e Água Branca. Durante a qualificação, os profissionais das bases descentralizadas aprenderam a conduzir o manejo dos pacientes durante o transporte até a aeronave.

“Vamos finalizar o treinamento da segunda turma da equipe do SAMU Aéreo e, em seguida, realizaremos uma reunião com os diretores dos hospitais localizados nos municípios que receberão o serviço de resgate com aeronave de asa rotativa, para que eles compreendam o funcionamento desse tipo de atendimento e como ele se integrará às unidades de saúde”, explica Cristiane Rocha, coordenadora do SAMU Estadual.
A ampliação do SAMU Aéreo com helicópteros é uma estratégia fundamental para reduzir o tempo de resposta e alcançar locais onde aviões não conseguem pousar. Diferentemente das aeronaves de asa fixa, que dependem de pistas homologadas, o helicóptero permite o resgate direto em rodovias, áreas urbanas congestionadas e zonas rurais de difícil acesso. Além disso, poderá ser utilizado no transporte de órgãos destinados a transplantes.

“Primeiro, trabalhamos a parte teórica com a equipe do SAMU. Agora, estamos aplicando o treinamento prático, ou seja, ensinando como operar efetivamente com esse tipo de aeronave: onde posicionar a maca, como se aproximar e se afastar da aeronave, garantindo mais segurança para a equipe e para os pacientes durante as operações”, explica o coronel Cleiton Gomes, gerente de Operações Aéreas da Secretaria da Segurança Pública do Piauí.
Para o Dr. Telmo Mesquita, coordenador da Rede de Urgência e Emergência do Piauí, a nova modalidade de resgate do SAMU Aéreo preencherá uma lacuna histórica na assistência de urgência e emergência do estado.

“O helicóptero permite pousos em locais onde o avião não consegue operar, ampliando a cobertura do serviço do SAMU e contribuindo para que ainda mais vidas sejam salvas pelo trabalho das nossas equipes”, destaca Telmo Mesquita.
