O plano foi entregue nessa quinta-feira (27) pelo secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto, à coordenadora da Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), Miriam Pragita, que está na capital com agenda relacionada à Primeira Infância. Na ocasião, também foi anunciado que a Secretaria da Saúde irá aderir à Rede Nacional da Primeira Infância, que trabalha com 200 organizações, como Unicef e Abrinc, pactuando com ações que beneficiam crianças e adolescentes.
Segundo relatório da Mortalidade Materna do Estado do Piauí, no período de 2010 a 2019, 44,8% dos óbitos ocorreram na faixa etária de 20 a 29 anos; seguido de 30, 4% na faixa etária de 30 a 39 anos. Quanto às causas dos óbitos maternos no estado ao longo dos últimos 10 anos foram causas obstétricas diretas, com predominância de hemorragias (15,9%); seguido de eclampsia (15,1%), infecções puerperais (8,4%), transtornos hipertensivos (7,3%) e complicações de aborto (6,9%).
Florentino NetoDe acordo com Florentino Neto, o Plano Estadual de Ação para Redução da Mortalidade Materna e na Infância propõe medidas de intervenção para evitar as mortes maternas, fetal e infantil. “A meta do governo é reduzir os índices de mortalidades, uma das medidas adotadas é o investimento na prevenção por meio de um pré-natal bem acompanhado”, destaca o gestor.
Miriam Pragita diz que o Piauí está avançado em relação às politicas públicas para as crianças e adolescentes. “O estado do Piauí está indo muito bem em relação aos seus planos municipais da primeira infância, para se ter ideia, a média nacional de planos municipais não chega a 10% no Brasil todo, e o Piauí já tem 25%, em relação ao número de municípios. Eu sinto que, em relação à primeira infância, as politicas, a atenção e os cuidados para garantir proteção das crianças o Piauí esta indo muito bem”, conclui coordenadora.