'Se ficar assim a Câmara de Teresina terá mais vereadores que deputados no Estado', diz presidente
10/04/2013 às 13:19 Atualizado em 10/04/2013 às 13:27 4 min de leitura

“Já falei com os demais presidentes e nós vamos marcar uma reunião para decidir qual o melhor caminho. Essa novela não acabou. O capítulo final só em setembro. Além do Piauí, perderam vagas Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo, Alagoas e Rio Grande do Sul”, afirmou.
Themístocles disse ainda que muita gente apoia a diminuição de vagas, mas não atenta que isso provoca a redução dos benefícios levados aos estados. “Se ficar assim, a Câmara Municipal de Teresina terá mais vereadores do que deputados na Assembleia”, lamentou. O presidente apontou ainda para os caminhos que podem ser tomados. Um primeiro será a ação junto ao STF. O segundo será via Câmara dos Deputados, uma vez que a Constituição Federal diz que é competência dos deputados federais fixar o número de vagas da Casa e em consequência das assembleias estaduais.
Em questão de ordem, o deputado Marden Menezes (PSDB) lembrou que se com dez deputados federais o Piauí já tem pouca força, com apenas oito será pior. “Os deputados federais e estaduais são como formiguinhas, levando a representatividade a todas as partes do Piauí, assim como dos outros estados. Perder deputados é perder recursos. Isso aconteceu porque o Congresso Nacional fica empurrando com a barriga a reforma política, que poderia normatizar tudo isso. Aí não vota e a Justiça interfere”, ponderou.
O deputado Fábio Novo (PT) lamentou a perda de vagas e lembrou que os três ministros do STF que compõe o TSE entenderam que a competência para fixar o número de vagas é da Câmara dos Deputados, sendo que dois votaram contra e um a favor, mas avisando que no STF votará contra a decisão do TSE.
O deputado João de Deus (PT) entrou na discussão do tema para dizer que os políticos deixaram a desejar nessa questão. Ele sugeriu que seja marcada uma reunião com o governador Wilson Martins tão logo ele retorne de viagem ao exterior para discutir uma ação conjunta. “É preciso envolver também a sociedade, além de todas as esferas políticas. Não podemos deixar apenas a deputada Margarete Coelho cuidando desse assunto. Ela é muito competente na área jurídica, mas todos os outros setores devem participar”, cobrou.
O deputado Antonio Uchôa (PDT) disse que reverter a decisão do TSE não será uma batalha fácil, porque a luta será contra os estados que ganharam vagas, pois eles vão defender com unhas e dentes. “Resta saber se o Congresso Nacional vai regulamentar a questão e se, no caso da ação no STF, se ela terá efeito suspensivo. O Ceará ganhou uma vaga em cima da área de litígio, onde seis cidades estão em área do Piauí mas conta como se fosse do lado de lá”, afirmou.
A deputada Flora Izabel (PT) lembrou que a decisão é tomada com base na população, sendo que o Piauí tem mais eleitores do que o Amazonas e enquanto aquele estado ganhou três vagas e o Piauí perdeu uma. “Eles podem ter mais habitantes por causa da Zona Franca de Manaus, que atraiu muitas pessoas do Piauí e de outros estados. Ela foi aprovada no Congresso Nacional graças aos votos dos parlamentares de todo o Brasil, inclusive os nossos, que ajudaram a levar desenvolvimento para lá”, comentou.
Numa última questão de ordem, o deputado Evaldo Gomes (PTC) lamentou a pouca articulação da bancada federal e lembrou que recentemente conversou com dois parlamentares e eles disseram que estavam tranquilos e que não havia a menor chance do TSE decidir como decidiu. “Eles foram omissos e só passaram a agir na reta final, no processo de votação”, encerrou.
Fonte: ALEPI
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