Seca no Piauí: mais de 40 municípios renovam decretos de emergência
25/01/2017 às 08:57 Atualizado em 25/01/2017 às 16:28 2 min de leitura

“A situação é aquela que já vem persistindo há muito tempo. A seca e os efeitos desta estiagem. A falta de água tanto para o consumo humano quanto para o consumo animal. O estado do Piauí, hoje, em quase todo o seu território, passa por um período de seca excepcional”, informou o diretor da Defesa Civil do Piauí, Vitorino Tavares.
Para agravar a situação da estiagem no estado, segundo o diretor, o período de chuvas é considerado fraco, com uma redução de 100 a 200milímetro da precipitação pluviométrica. Por esta razão, os municípios continuam realizando as "operações carro pipa" para tentar suprir a necessidade de água e, de acordo com o diretor, o governo tem buscando colocar em funcionamento alguns poços estratégicos já implantados no estado.
Vitorino disse que é preciso se fazer ainda mais, como dar continuidade a construção de adutoras, equipagem de novos poços e a abertura açudes e barragens para a acumulação de água quando o inverno chegar.
“A natureza cria nuances que saem do controle do homem. Quando se construíam as grandes barragens, pensávamos que iriamos resolver os problemas de abastecimento de água. Mas, hoje, nós observamos, por exemplo, que a barragem de Piaus, que trabalha com o alimento de dez municípios, opera com sua capacidade de menos de 13%. Temos a questão de São Raimundo Nonato, o sistema adutor do Garrincha, que era um dos principais sistemas do estado e que a gente acreditava resolver o problema da água na região, e hoje vemos esse mesmo açude operando com menos de 15% da sua capacidade”, falou.
O diretor afirmou que o estado não pode parar de buscar novas alternativas para conter os efeitos da seca.
“Essa é a maior de todas as secas que já conhecemos, é uma situação que a gente ainda não tinha costume de trabalhar”, finalizou.
Fonte: G1 PI
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