Secretaria de saúde do estado traça estratégias para o combate à dengue no Piauí
12/01/2011 às 23:15 Atualizado em 12/01/2011 às 23:16 3 min de leitura
Segundo Telma Evangelista, diretora da Vigilância e Atenção à Saúde, as ações estão sendo pensadas tendo como base o tripé vigilância, hospitais e população. “Essas três instâncias são essenciais para que haja um enfrentamento da doença. A Vigilância, tanto ambiental, sanitária e epidemiológica, atua diretamente na fiscalização e verificação da infestação predial. A rede hospitalar age diretamente com os pacientes já infectados e orientando os possíveis casos de infecção e, a população, por sua vez, precisa mobilizar-se na prevenção da doença, tomando as precauções cabíveis”, afirma.
Em 2010, foram 8.515 casos notificados de dengue no Piauí. Esse número representa um aumento de 42,9% em relação aos casos de 2009. Dentro do Estado, existem ainda 43 municípios na lista de prioridade para o controle da dengue, o que significa um risco acima da média comparado ao resto do Piauí. Teresina, Picos, Floriano e Parnaíba figuram nessa lista.
Dentre as estratégias já traçadas para esse início de 2011 está a visita de técnicos da Vigilância às instituições públicas e privadas de ensino superior da capital. A ideia, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), é que os técnicos aproveitem os primeiros dias letivos para distribuir material explicativo e trabalhar na conscientização da importância da população nessa luta.
Esse ano, além de ações mais intensas nos municípios prioritários, será dado um foco especial às crianças. “Em regiões como a nossa, em que há uma repetição da incidência de casos de dengue ano após ano, há o que chamamos de esgotamento de suscetíveis. Isso significa que grande parte dos adultos já contraiu a doença e, portanto, está imune. As crianças, por sua vez, estão mais expostas justamente pela pouca idade, configurando-se como vítimas de alta potencialidade”, explica Telma Evangelista.
Dados do Ministério da Saúde apontam que 80% dos focos de dengue estão dentro das residências e que o lixo mal acondicionado, como pneus e garrafas, representam o maior problema no combate à doença. A recomendação é que aos primeiros sintomas da doença seja procurado o posto de saúde mais próximo.
Fonte: Ccom
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Comentários (1)
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Jose Henrique da Silva Pereira · 13/01/2011 às 06:54
É louvável a preocupação da Secretaria de Saúde coma prevenção da dengue. Afinal, é do conhecimento de todos que prevenir doenças é mais barato do que curá-las. O combate à Dengue é uma questão de consciência da população. Tenho certeza que ela é reponsável 100% dos casos de dengue. Por isso, enquanto a população não resolver assumir sua responsabilidade, dificilmente a doença vai ser combatida. Observo que as campanhas de combate focam o acúmulo de água em pneus, jaros, garrafas, latas. No entanto, qualquer objeto que acumule água serve de reprodução para o mosquita. Acho que uma simples cartela de comprimido é suficiente para isso acontecer. Por este motivo sempre que tomou qualquer medicação furo as cartelas para nao acumular água. Outro ponto que torna difícil o êxito da campanha é que as pessoas sempre querem encontrar alguém para culpar. No caso da dengue, esse alguém é a Administração Pública. É necessário a população compreender que ela deve colaborar com os administradores. Prof. Henrique - Floriano - Piauí