O governador Wilson Martins instalou, na manhã desta sexta-feira (21), no Palácio de Karnak, a Câmara de Enfrentamento ao crack. Trata-se de uma ação integrada reunindo entidades públicas e privadas, com o objetivo de combater a disseminação da droga e apoiar os dependentes em sua recuperação.

A secretaria de Saúde do Piauí é parceira nesse apoio e irá contribuir de forma significativa com a Câmara. Uma dessas ações, de acordo com a secretária Lillian Martins, é a criação de leitos específicos na Rede Pública para usuários de drogas.

“É uma determinação do ministro da Saúde. Nós sabemos que demanda recurso, mas ele demonstrou que a presidente Dilma está decida a arcar com os custos”, informou a secretária, que participou da instalação da Câmara de Enfrentamento ao Crack.

De acordo com Líllian Martins, parcerias com entidades e universidades serão feitas para garantir o maior número de leitos possível. “Instituições como a Fazenda da Paz, a Universidade Federal e os hospitais privados serão importantes nessa parceria”, afirmou, ressaltando que o trabalho maior é com a repressão ao tráfico de drogas e a prevenção.

“O usuário de crack é muito caro para o nosso país. Vamos trabalhar para que juntos às ações do governo, entidades e os outros setores, consigamos êxito. A secretaria estadual de saúde tem no seu quadro uma área especifica que trabalha a parte de doenças transmissíveis, acidentes e combate as drogas em geral”, declarou Lilian Martins.

Sobre a Câmara de Enfrentamento ao Crack, a secretária informou que a ação é de suma importância na luta contra as drogas. “Ela não pode se resumir a essa reunião. É uma integração que vai proporcionar a gente trabalhar de forma mais otimizada as ações entorno do combate as drogas”, afirmou Lillian Martins.

HU – Durante o lançamento da Câmara, o reitor da Universidade Federal, Luis Junior, se comprometeu em ceder leitos para o Estado, tão logo o Hospital Universitário seja inaugurado.

De acordo com o presidente da Fundação da Paz, Célio Luiz, atualmente 480 usuários de drogas aguardam uma vaga para se internar na entidade.

A próxima reunião da Câmara de Enfrentamento ao Crack acontece dia 08 de fevereiro, às 9h, no Palácio do Governo.

Oficina do CEIR já beneficiou mais de 7 mil pacientes
Além de ofertar todos os tratamentos com profissionais capacitados para a reabilitação de pessoas com deficiência, o Centro Integrado de Reabilitação -Ceir- confecciona e fornece aparelhos ortopédicos sob prescrição para pacientes portadores de alterações no corpo (tronco, membros superiores ou inferiores).Em pouco mais de um ano de funcionamento,a oficina já atendeu mais de 7mil pacientes.

Criada em março de 2009, a oficina funciona no prédio da Ceir e conta com equipamentos de alta tecnologia e de última geração, o que permite a produção de órteses e próteses mais leves e confortáveis.

Os produtos, financiados pelo Sistema Único de Saúde, são divididos em dois grupos: prótese, o aparelho que substitui um segmento do corpo, e órtese , aparelho que auxiliam um órgão ou função deficiente.

Para adquirir uma prótese, o paciente precisa ser encaminhado pelo SUS. "O médico preenche a ficha de inscrição disponível no hospital ou unidade de saúde e encaminha para a Secretaria de saúde, que autoriza a confecção do material" . Explica o superintendente multiprofissional, Aderson Luz

Autorizada a confecção, o paciente deve comparecer ao Ceir para identificar as medidas. Dentro do prazo de pelo menos dois meses, o beneficiado receberá sua prótese personalizada, além do acompanhamento médico para adaptação.

Qualquer cidadão piauiense tem direito a prótese, desde que seja encaminhada pelo médico. Francisco Rodrigues de Sousa, de 53 anos é um desses beneficiados. Em abril de 2009, o autônomo sofreu um acidente de moto e teve que amputar a perna. Após fazer a inscrição no Ceir, acompanha a confecção e participa do processo de adaptação com a prótese.

O processo de adaptação é realizado na própria oficina e tem acompanhamento médico. Ao fazer as provas de encaixe, o beneficiário tem três horas de caminhada para perceber a necessidade ou não de alguns ajustes. Esse processo tem duração de acordo com o desempenho de cada paciente.

De acordo com o coordenador da oficina, Paulo André, tem paciente que leva uma semana, e outros que em algumas horas já consegue caminhar sem dificuldades. " Temos casos em que apenas uma hora a mulher conseguiu andar sem dificuldades, também tivemos casos em que o paciente levou mais de uma semana. Depende de cada usuário. Recomendamos que todos façam acompanhamento com fisioterapeuta, disponível também pela Ceir ", afirmou Paulo André.

O único instrumento que não é confeccionado na oficina do Centro e que por isso tem a entrega um pouco mais demorada é a cadeira de rodas; que são encomendadas na Ceid e produzidas no sul do Brasil (Rio Grande so Sul) também sob medidas.

"Antes, era fornecido uma cadeira padrão, de modelo único para todos os usuários. Desde a criação do Centro, essas cadeiras são feitas sob medidas e de acordo com a necessidade de cada cadeirante. Ela já vem pronta e embalada para entrega", explicou Aderson.

O Ceir entra em contato com o paciente em todo o processo de confecção, acompanhamento e entrega. Quem mora no interior tem a intercessão da secretaria municipal de saúde.

Entidades médicas se reúnem com a secretária Lilian Martins e pedem choque de gestão para a Saúde
Na manhã desta sexta-feira (21/01), estiveram reunidos no gabinete da secretária Lilian Martins membros do Conselho Regional de Medicina, Sindicato dos Médicos do Piauí e Associação Piauiense de Medicina. Na primeira visita oficial das entidades médicas do Estado, os representantes dos órgãos externaram a confiança na nova secretária de Saúde e aproveitaram para discutir metas e planos para a melhoria do atendimento no setor.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina, o médico Fernando Correia Lima, as dificuldades que a Saúde pública enfrenta são enormes, tanto em nível de Estado, como em todo o País. Por outro lado, ele diz confiar na capacidade e no comprometimento de Lilian Martins. “Sabemos que as finanças para a Saúde são poucas e para amenizar esse problema é preciso saber gerir os recursos. Estamos confiantes na vontade da secretária. Sabemos que trabalhando juntos, entidades e governo, a população do nosso estado poderá ter um serviço com mais qualidade”, pontuou.

Fernando Correia Lima pediu à secretária um maior cuidado com o atendimento ao paciente. “Tivemos época em que gestores anunciavam que o HGV estava marcando milhares de consultas, só que daquele montante, pouquíssimas eram realmente atendidas”, disse. O presidente do CRM afirmou que a má gestão nos hospitais do interior muitas vezes faz com que médicos que deveriam atender pouco mais de 20 mil habitantes arquem com um número bem superior.

Para Lúcia Santos, presidente do SIMEPI (Sindicato dos Médicos do Piauí), a reunião foi bastante proveitosa. Ela também pediu mais rigor na fiscalização dos gestores de hospitais. “Tudo que envolve setor multifuncional precisa ser fiscalizado, temos que evitar desvio de recursos e principalmente saber para onde vão esses recursos. A gestão e administração são os dois fatores que mais contribuem para uma saúde de qualidade”, reiterou. Lúcia disse, ainda, que está confiante no esforço empreendido pela nova secretária para gerar tanto um bom atendimento quanto uma boa qualidade de trabalho aos profissionais da saúde.

A secretária Lilian Martins fez questão de afirmar que a parceria com o CRM, SIMEPI e APM é de fundamental importância para a Secretaria de Saúde. Ela declarou que fará todo o esforço para atender as necessidades dos profissionais, porém vai cobrar resultados imediatos. “Estamos de portas abertas para qualquer crítica e sugestões. O governador quer dar prioridade à Saúde, mas também vamos estabelecer metas ousadas na capital e no interior para que o resultado seja positivo para a população”, destacou, ao reiterar o valor do trabalho realizado pelas entidades no Piauí.

Hérlon Moraes
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