A ação integra a Operação Custodia Naturae (“Guarda da Natureza”, em latim) e marca um avanço expressivo no combate ao comércio irregular de produtos florestais. Com essa apreensão, o volume total de madeira ilegal retido pela Semarh em 2025 alcança 424 metros cúbicos, o que representa mais de três vezes o total registrado em todo o ano de 2024, um recorde histórico para o estado.
Segundo José Renato, gerente de fiscalização da Semarh, o resultado é reflexo direto da presença efetiva do Estado nas estradas e da integração entre as instituições. “Cada metro cúbico apreendido representa uma barreira a mais contra a degradação das nossas florestas nativas. Estamos fortalecendo a capacidade de resposta e coibindo o avanço da ilegalidade”, destacou.

Durante a operação, os auditores ambientais conferiram a documentação florestal (DOF), identificaram divergências entre os dados declarados e as espécies transportadas e realizaram os respectivos procedimentos administrativos.
Para o Auditor Ambiental Eduardo Ganassoli, que participou diretamente da ação, a apreensão reflete não apenas o rigor técnico das equipes, mas também o impacto ambiental positivo de retirar do circuito econômico produtos oriundos de desmatamento ilegal. “A madeira serrada apreendida corresponde a centenas de árvores nativas retiradas irregularmente de seu habitat. Cada metro cúbico interceptado representa a contenção de novos desmatamentos e a desarticulação de cadeias ilegais de exploração florestal. O fortalecimento da fiscalização é hoje uma das principais estratégias para garantir que o uso dos recursos naturais ocorra dentro da legalidade”, pontuou.

O secretário de Meio Ambiente, Feliphe Araújo, reforçou que o recorde de apreensões demonstra o comprometimento do Governo do Estado com o combate aos crimes ambientais.
“A Custodia Naturae simboliza a nova postura da Semarh. O trabalho integrado com a PRF vem garantindo resultados concretos. O recado é claro: não há mais espaço para a ilegalidade”, afirmou.
Após a conclusão dos trâmites legais, toda a madeira apreendida será destinada a órgãos públicos e instituições sociais, em conformidade com a legislação ambiental.
A operação seguirá com novas etapas programadas para os próximos meses, abrangendo diferentes regiões do estado. O objetivo é interromper a cadeia do desmatamento no Piauí.
