- Amoxicilina (antibiótico): em falta em 139 cidades;
- Azitromicina (antibiótico): em falta em 55 cidades;
- Dipirona (anti-inflamatório): em falta em 175 cidades;
- Prednisolona (anti-inflamatório): em falta em 55 cidades;
- Ambroxol (expectorante): em falta em 48 cidades;
Segundo Leopoldina, a escassez acontece por causa do aumento do uso desses medicamentos, por conta das ondas de gripe, dengue e síndromes respiratórias.
"O que a gente tem visto é que quando há aumento do uso de um medicamento, há a falta. Durante a pandemia por exemplo faltou máscara, luvas, álcool. São justamente esses medicamentos que a gente mais usa que estão em falta", explicou.
Assim, os fornecedores de medicamentos têm fracionado as encomendas solicitadas pelas secretarias municipais de saúde para tentar atender a todos.
"Por exemplo: semana passada pedi 6 mil dipironas injetáveis. O fornecedor disse que não poderia entregar a encomenda, e enviaria 500 unidades, porque precisava dividir com outros 12 municípios", contou Leopoldina.
A falta dos medicamentos tem feito com que cirurgias eletivas, aquelas que não têm urgência para serem feitas, sejam remarcadas nos hospitais pelo interior do estado.
Em busca de alternativas, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) tem pedido ao Ministério da Saúde que entre em contato com os produtores de outros países. "A gente não se incomoda em pagar", disse Leopoldina.
