O impasse começou porque no dia que o crime aconteceu a Polícia Militar baixou uma portaria informando que crimes praticados por militares deveria ser investigado pela polícia judiciária militar, mas esta portaria usa como base leis que tratm apenas de militares das Força Armadas e não policiais militares. Paralelo a esta publicação, a Delegacia de Homicídios abriu um inquérito e investiga o caso.
“Nós fizemos esta consulta na tarde de quarta-feira através da corregedoria da Polícia Civil junto com a Tribunal de Justiça. Como temos interesse na elucidação deste caso, os dois inquéritos continuam tramitando. Estive reunido com o comandante geral da Polícia Militar e com o delegado geral para tomar as devidas providências no caso de apresentar os policiais que ainda não foram ouvidos pela polícia civil, assim como a Civil vai apresentar as testemunhas que não foram ouvidas pela PM. Os dois inquéritos seguem para o mesmo local que é o Tribunal de Justiça e de lá a justiça vai julgar”, explicou Fábio Abreu.
Antes da entrevista do secretário de segurança, o comandante da Polícia Militar afirmou ao G1 que em nenhum momento agiu com corporativismo ao baixar a portaria.“Vamos deixar claro para a população que não existe corporativismo. Nós não imputamos pena, apenas apuramos e enviamos ao poder judiciário”, esclareceu.
Polícia divulgou vídeo da abordagemCinco tiros dos policiais atingiram carro
Ao todo os militares relataram que dispararam cinco vezes contra o veículo e duas vezes para o alto. Dois dos disparos atingiram as costas menina, a mãe foi atingida no braço, e o pai da criança, o cantor Evandro Costa, de 31 anos, foi atingido na cabeça e perdeu a audição. Após o crime descobriu-se que o soldado Aldo Dornel não passou no exame psicológico e que estava na Polícia Militar, mesmo sem uma liminar que o amparasse, segundo a Associação dos Magistrados Piauienses (AMAPI).
