Seis corpos são achados em pedras no mar do Rio de Janeiro
11/06/2018 às 07:58 Atualizado em 11/06/2018 às 08:03 2 min de leitura

A prima de um dos mortos acusa policiais militares de terem executado o grupo e, depois, jogado os corpos na água. Os cadáveres foram localizados por um grupo de pessoas que saiu a pé do Chapéu-Mangueira e chegou à Praia Vermelha após andar por uma trilha durante duas horas.
"Todos os traficantes que morreram eram do Chapéu-Mangueira. O que sei é que um traficante que conseguiu fugir disse que os policiais do (Batalhão de Polícia de) Choque, na sexta-feira, por volta das 15h, entraram pela mata da Vila Militar e surpreenderam os rapazes. Houve uma intensa troca de tiros e ele se renderam. Os PMs botaram todos de joelhos e dispararam contra as cabeças deles. Logo depois, os militares jogaram todos de uma ribanceira", conta uma auxiliar de serviços que é prima do traficante Ernâni de Souza Francisco, o Boldinho, de 22 anos, que também foi encontrado morto nas pedras.
Além de Boldinho, foram localizados os corpos de Franklin, o Tinaia; Ângelo, o Foca; Da Coreia; Nathan da Vila Aliança; e HB.
Os parentes acionaram o Corpo de Bombeiros, que começaram a busca na água por volta das 6h50. Atuam no local o quartel do Humaitá e os Grupamentos Marítimos de Botafogo e de Copacabana. Os corpos foram encontrados próximo às pedras, num local de difícil acesso.
Na tarde de sexta-feira, bandidos dos morros Chapéu-Mangueira e Babilônia fugiram pela mata em direção à Praia Vermelha durante uma operação do Batalhão de Choque nas comunidades. Um policial ficou ferido após uma troca de tiros na Urca. Na ação, um homem foi preso. O bondinho do Pão de Açúcar, um dos principais pontos turísticos da cidade, suspendeu a operação por cerca de duas horas e meia e encerrou mais cedo o funcionamento do serviço. Ainda não há informações se essas seis mortes estão ligadas ao episódio.
Fonte: Extra
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