Piauí está sendo beneficiado com a instalação de 4.206 cisternas.Os reservatórios captam a água da chuva e permitem o armazenamento de 16 mil litros, garantindo condições para uma família de quatro a cinco pessoas se manter por até nove meses de estiagem, cenário típico no semiárido nordestino. Quando não há chuva, as cisternas são abastecidas por carros-pipas.
“A seca está castigando a gente, mesmo. Ninguém tem pra onde correr e, pelo jeito que está cada ano vai ficar pior. A água dos açudes está no fim e o jeito é apelar para o carro-pipa encher nossa cisterna. E se não fosse esse reservatório a coisa ia ser ainda pior, porque ninguém tem onde guardar tanta água”, contou o agricultor Estevão Vieira da Silva, 48, ao lado da esposa Antônia Luiza Souza Silva, 43, moradores do Sítio Mato Grosso, zona rural de São Miguel de Tapuio. “Foi uma bênção essa cisterna. Hoje, tiro a água dela, coloco na jarra e todo mundo bebe água boa e fria”, completou a dona de casa.
Agricultores moradores do Sítio Mato Grosso, zona rural de São Miguel de Tapuio.O benefício também chegou à casa da agricultora Maria dos Anjos de Oliveira, 29, moradora da Fazenda Belém, zona rural de São João da Serra. “Aqui tudo é difícil. Só quem vive na zona rural é que sabe. E essas cisternas deram uma chance de a gente melhorar as condições. Hoje, a gente tem um lugar pra botar água e passar a seca com menos sofrimento”, contou.
“Já temos 3.572 reservatórios instalados. São mais de 21 mil moradores de áreas rurais atendidos pelo programa”, disse o coordenador do APT da 7ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Márcio Leite.
De acordo com o programa, os municípios de Alagoinha do Piauí, Bocaina, Buriti dos Montes, Conceição do Canindé, Geminiano, Itaueira, Lagoa de São Francisco, Milton Brandão, Nazaré, Nova Santa Rita, Paquetá, Patos, Paulistana, São João da Serra, São Miguel do Tapuio e Valença já foram beneficiados.
