Pacientes que aguardam cirurgias estão passando por complicações.Segundo a Prefeitura de Teresina, o indicativo de greve dado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Enfermagem do Piauí (Sinatepi) para os servidores lotados no centro cirúrgico do HUT não condiz com os acordos firmados com essas categorias nos Planos de Cargos Carreiras e Salários (PCCS).
Neste plano foi concedido aumento de 25% para técnicos e auxiliares de enfermagem, sendo o aumento de 5% com a incorporação automática de gratificação ao vencimento, 10% já iniciado em fevereiro e 10% programado para agosto próximo. Para os enfermeiros o aumento foi de 8% conforme o PCCS, portanto, estas categorias não se enquadram no aumento de 5,85%, que é para as demais que não possuem plano específico.
“Eles não tem amparo legal para deixar de trabalhar. O movimento é abusivo. A lei do plano de carreira deles é clara no sentido de que o reajuste tem que ser concedido em lei específica”, explicou o advogado da PMT, Raphael Barros.
No entanto, o presidente do Sinatepi, Erick Ricceli disse que os servidores estão parados em sinal de protesto porque não concordam com a exclusão dos enfermeiros e técnicos de enfermagem do reajuste dado às demais categorias.
O diretor do Hospital de Urgência de Teresina, Gilberto Albuquerque, informou que os 26 profissionais que trabalham diretamente no centro cirúrgico serão substituídos em caráter de urgência por servidores lotados em outras áreas do hospital e ainda de outras unidades de saúde. Segundo ele, a medida será adotada para evitar problemas mais graves.
Além dos enfermeiros e técnicos de enfermagem contratados pela prefeitura os cerca de 350 servidores do estado que foram cedidos para o HUT iniciaram uma greve nesta quarta-feira (28) após cortes nas gratificações e insalubridade.