Instituto de Doenças Tropicais Natan PortelaSegundo o hospital, um dos pacientes é um homem com histórico de ter sido picado por dois carrapatos em mata ciliar, há mais de um mês, nas duas pernas, com inflamação séria no membro direito e ferimento não cicatrizado no membro inferior esquerdo. O homem relatou ainda ter histórico de contato com capivaras.
“Este paciente estava com quadro sintomático de febre, linfadenopatia e exantema, mas não aceitou ficar internado. O hospital colheu material para realização de hemograma, uréia, creatinina, glicemia, sorologia para febre maculosa. As amostrar serão enviadas para a FioCruz no Rio de Janeiro, para confirmação ou não da doença”, explicou a coordenadora do CIEVS, Amélia Costa.
O outro caso que deu entrada no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, é de uma paciente do sexo feminino, que teve início dos sintomas no dia oito de dezembro com quadro de febre, vômito, náusea, linfadenopatia, cefaleia e exantema. Ela afirmou ter tido contato com carrapato que ficou aderido na pele há 10 dias. A mulher buscou atendimento, mas já recebeu alta médica.
“O CIEVS já entrou em contato com a vigilância epidemiológica do município de Teresina e as investigações sobre os casos encontram-se em andamento. Esta paciente ficou internada, mas já teve alta médica”, disse a coordenadora.
A febre maculosa é uma doença possivelmente fatal que costuma ser causada pela picada de um carrapato infectado com bactérias da família Rickettsia. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça e dores musculares. Pode haver erupções, geralmente com pele escura ou crosta no local da picada de carrapato. A febre maculosa responde bem ao tratamento imediato com antibióticos.
Nos últimos dez anos o Piauí notificou, no Sistema Nacional de Atendimento Médico (Sinan), cinco casos suspeitos de febre maculosa, nas cidades de Floriano (01), Jaicós(01) e Teresina (03).
“É muito importante que as vigilâncias epidemiológicas dos municípios notifiquem o CIEVS estadual sobre os pacientes suspeitos da doença, para podermos ter o controle dos casos no Piauí”, lembrou Amélia Costa.