Sessão solene relembra os 50 anos do Golpe Militar de 1964 no Brasil e no Piauí
01/04/2014 às 12:21 Atualizado em 01/04/2014 às 20:10 2 min de leitura

A sessão foi aberta pelo deputado Themístocles Filho(PMDB), que chamou para compor a mesa os ex-deputados Celso Barros(PMDB), Elias Ximenes(PDT) e Antônio José Medeiros(PT); os professores Fonseca Neto, Audi Nunes, M. Damasceno; conselheiro do TCE, Olavo Rebelo(PT); Novinha Nunes, coordenadora nacional do Movimento dos Direitos Humanos; e a presidente do PT, Regina Sousa.
O deputado Merlong Solano foi o primeiro a falar, destacando que o objetivo do evento que estava sendo promovido era apenas marcar a instalação do regime militar no Brasil, “mas para servir de exemplo para que seja copiado e debatido nas escolas, universidades e casas legislativas como forma de preservar a memória e não apenas para chorar o passado”.
Merlong também destacou o papel de todos que ajudaram na transição da ditadura, independente da cor partidária. “Temos o intelectual Fernando Henrique Cardoso, que lutou pela redemocratização; o Lula, que representou o movimento sindical e a presidenta Dilma, que sentiu na própria pele os efeitos do regime militar e fechou o ciclo da implantação da democracia no Brasil.”
Homenagens a ditadores- Em seguida falou o professor Pedro Laurentino, que já foi vereador de Recife(PE) e Teresina(PI), em pleno regime militar e que levantou questionamentos instigantes sobre o nosso comportamento em assuntos vinculados à ditadura. Perguntou, por exemplo, porque não havia uma homenagem sequer aos revolucionários que combateram a ditadura mas apenas aos ditadores.
“Temos aqui em frente da Assembleia a avenida Marechal Castelo Branco mas não temos um logradouro público sequer com o nome de Vladimir Herzog ou outro mártir. O que não faltam são escolas com nomes de generais presidentes”, lamentou Laurentino. Ele sugeriu que algum vereador apresente projeto trocando o nome da avenida Marechal Castelo Branco para avenida João Goulart.
Para Laurentino, “falar da ditadura não é chover no molhado porque este molhado é de sangue. É um resgate da memória, não é discutir o passado e sim o presente”.
Fonte: Alepi
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