Setor da arte é fortemente impactado por pandemia do Covid-19
29/03/2020 às 15:13 Atualizado em 29/03/2020 às 15:14 2 min de leitura

Adriano Abreu, diretor do coletivo Piauhy Estúdio das Artes, explica que muitas estreias estavam previstas para os próximos meses. Em abril, o coletivo iria apresentar o espetáculo Entre Quatro Paredes, que acontece dentro do projeto de incentivo da Lei Arimateia Tito Filho. Agora, o Coletivo terá de pedir prorrogação de datas.
“Os artistas são trabalhadores autônomos, dependem de criarem coisas para ganhar seus recursos, algumas pessoas no coletivo têm outros empregos, mas ainda assim ligados à arte, são professores de artes cênicas, e tem sido uma preocupação constante pra todos nós”, destaca Adriano.
Os setores artísticos se identificam com grande facilidade à economia criativa, que é definida pelos negócios que têm como base o capital intelectual e cultural geradores de valor econômico. A indústria criativa estimula a geração de renda, cria empregos, promove a diversidade cultural e o desenvolvimento humano.
“Existe toda uma cadeia na economia criativa das artes. Quando paramos, param os artistas no palco, os técnicos, o carregador de equipamentos, os ambulantes nos espetáculos, existem também os alunos do curso de arte que também estão parados. É toda uma cadeia da economia criativa que está paralisada”, lamenta.
No entanto, Adriano sabe que as recomendações são necessárias e diz estar na espreita de melhoras. “Como é uma situação nova, a gente não sabe como agir. É uma situação muito impactante nas artes e na vida social como um todo, mas esperamos que melhore. Vamos aguardar”, finaliza.
Fonte: Portal o dia
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