Para o presidente do Simepi, Samuel Rêgo, o Hospital Regional não oferece o mínimo necessário de infraestrutura para a população da cidade e região. A unidade de saúde atende por mês uma média de 500 pacientes de Picos e mais 42 municípios e mesmo assim não tem nenhum leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
Recepção do Hospital Justino Luz lotada e com obras."Os médicos trabalham sobrecarregados por conta da grande demanda, a quantidade de leitos nas enfermarias é insuficiente, muita sujeira no local e os pacientes são colocados em situações degradantes. A falta de estrutura do hospital é outro problema enfrentado pelos profissionais, que são treinados para salvar vidas, mas isso se torna impossível, tudo impacta negativamente na vida dele", declarou Samuel Rêgo.
De acordo com o sindicato, o hospital passou por uma obra de ampliação e construção de novos leitos e UTI, mas após construídos foram abandonados, servindo para depósito de materiais e equipamentos. O espaço também já apresenta infiltrações, paredes com rachaduras e vidros quebrados.
"Mesmo sem concluir a reforma, a direção iniciou novas obras que vêm causando desconforto entre os pacientes e funcionários. O que acontece no Hospital Justino Luz é um descaso do poder público e dos gestores, que alegam não ter médicos se na verdade falta estrutura adequada. Os profissionais estão lá, trabalhando em plantões exaustivos, com salários atrasados e máquinas defasadas", completou o presidente.
Sem leitos, pacientes ficam nos corredores e com risco de infecções.O resultado da vistoria servirá para a elaboração de um relatório, que deve ser entregue na Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi) e Ministério Público. O Simepi também irá cobrar ao governo soluções para as irregularidades.