"Outros incidentes desta natureza já ocorreram, graças à Deus, sem vítimas. O metrô teria que aguardar neste marco- uma vez que ele estaria vindo da garagem- e o trem da Transnordestina que estava vindo recuando nesta linha, que roda os dois veículos. Para seguir viagem, o metrô teria que aguardar até o recuo do trem de serviço. Com certeza houve erro de comunicação. Era para o metrô estar parado, mas ele seguiu e houve a colisão com duas vítimas fatais", disse o presidente.

Em entrevista ao Notícia da Manhã, Claudionor Ferreira explicou ainda que o tráfego na linha férrea é controlado por um agente de estação da Transnordestina e o controlador do metrô. A comunicação é feita via rádio.
"O metrô e o trem não têm contato via rádio. O contato é feito entre o agente e o controlador, que entra em contato com o controlador para fazer a comunicação de até onde ele pode aguardar e até onde pode seguir. Quando se estar em um trecho em manutenção, mesmo que atrase a programação, o trecho só é liberado após quem estar no trecho fazendo manutenção, liberar para o controlador, dando pronto o serviço" , explica.
Na tarde de ontem (17), funcionários da Ferrovia Transnordestina prestaram depoimento à Polícia Civil. De acordo com o delegado Flávio Rangel, que preside o inquérito, os funcionários garantem que há gravações que comprovam que o trem foi autorizado a voltar nos trilhos. Ainda nesta semana, funcionários do metrô deverão ser ouvidos.
