Na programação serão trabalhados, por meio de palestras, temas como o cenário atual da hanseníase no mundo, abordando a situação no Brasil e no Piauí. Além disso, o evento trará debates sobre o estigma e o preconceito com a doença, além de apontar os benefícios do teste rápido para o enfrentamento do agravo na saúde .
“Essas discussões são importantes, uma vez que o Piauí é um estado endêmico em relação à hanseníase, permitindo assim que tanto pesquisadores, profissionais da saúde e a comunidade em geral fiquem atentos à real situação da doença no estado, permitindo assim que a comunidade se organize em um debate conjunto de ações e medidas que podem ser tomadas para melhorar esse panorama”, destaca Olívia Dias, membro do CIATEN e professora da UFPI.
O evento trará debates sobre o estigma e o preconceito com a doença, além de apontar os benefícios do teste rápido para o enfrentamento do agravo na saúde.De acordo com dados da Coordenação de Doenças Transmissíveis da Sesapi, o Piauí vem apresentando um aumento do registro de novos casos da doença, com aproximadamente 1000 novos casos registrados em 2023.
“Dos novos casos registrados da doença, 80% são identificados tardiamente, com a doença em sua forma multibacilar, onde ocorre maior disseminação dos casos e com mais chances de apresentarem lesões irreversíveis. Ter essa situação no estado reforça a necessidade de um trabalho conjunto, tanto para a conscientização da população sobre sinais e sintomas da hanseníase como para a formação de estratégias de enfrentamento à doença”, fala Karinna Amorim, coordenadora de doenças transmissíveis da Sesapi.