O goleiro da escolinha de futebol veste a camisa rubro-negra. Na quadra do clube na zona sul do Rio, a maioria dos alunos torce pelo Flamengo.

As suspeitas contra o goleiro Bruno influenciaram os torcedores.

“O meu amigo falou que queria ser igual o Bruno, mas agora não pode ser mais”, diz um dos pequenos fãs.

No esporte, como na vida, o ídolo é o exemplo a seguir, uma espécie de espelho para os fãs. Mas o que fazer? Como lidar com as crianças quando o ídolo decepciona? O caso Bruno está se tornando um desafio para pais e educadores.

A treinadora tem dificuldades em explicar para os alunos o que está acontecendo.

“Tem uns mais velhos que comentam e perguntam e a gente tem q dar uma amenizada na situação”, diz a técnica.

“Se meu filho perguntar, vou esclarecer a ele. É bom ele saber também, porque depois ele saber por outros não é interessante, é interessante saber por nós dentro de casa”, diz o aposentado Avelino Pacheco.

Muitos pais temem que a frustração com o ídolo crie um conflito nos pequenos torcedores e filhos.

“As crianças porque elas sempre se visam naquela pessoa, acham que aquela pessoa é um espelho pra ela e algumas vezes isso pode até afetar psicologicamente uma criança”, comenta o eletricista Adriano César Fernandes

A psicóloga Andréia Calçada diz que não se deve fugir do assunto, que é preciso conversar, mesmo com as crianças menores. “Isso realmente gera muita confusão pras crianças porque essas crianças se identificam muito com esses ídolos dos seus times de futebol, esporte que na maioria das vezes está vinculado a saúde a ética a equipe a grupo.. Então eles se identificam com essas coisas muito positivas.

Half Furtado, comerciante, diz: “Meus filhos têm camisa do Bruno e tal, mas a gente tenta separar bem as coisas, a gente tenta resgatar a imagem do Zico grande ídolo um cara q soube valorizar a camisa do clube e soube valorizar a própria imagem”.