Suspeito de mandar matar deputado Abraão Gomes vai a júri popular
22/04/2017 às 08:40 Atualizado em 22/04/2017 às 10:06 2 min de leitura

O julgamento estava marcado para 30 de março mas a defesa solicitou anulação da sessão através de liminar, que foi derrubada no dia seguinte após ter sido reconsiderada pela desembargador Sebastião Ribeiro Martins. Na época o desembargador informou ao Cidadeverde.com que reconsiderou a liminar de ontem pois houve omissão da data de prescrição do processo.
"O desembargador reconheceu que não haviam os pressupostos alegados pela defesa de Virgílio, que adiassem o julgamento. Além disso ele não foi avisado pelo impetrante que o processo estava na iminência de prescrever. Quando informamos isso a ele, ele entendeu que seria grave adiar-se o julgamento", explicou o advogado da família, Alcimar Carvalho.
O crime
De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o deputado foi seguido da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) até sua casa no dia 29 de agosto de 1989 e morto a tiros ao parar diante do portão de sua casa, no bairro Planalto Ininga, zona Leste de Teresina. Os executores seriam Alcides Nery do Prado e Joaquim - apenas Alcides está citado no processo.
Virgílio teria planejado a morte, negociando com os dois executores, no apartamento de Cardoso Moreira da Silva, o pagamento pelo crime: C$ 48 mil (quarenta e oito mil cruzeiros). Ciro Generoso Campos também responde pelo crime, porque teria sido agenciador de um dos executores.
O crime teria motivações políticas, já que as famílias dos dois tem origem na cidade de Porto e teriam interesses contrários.
Fonte: Cidadeverde.com
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