Assinado em 7 de outubro e publicado no Diário Oficial do Município que circulou no dia 11 de outubro, o decreto permite ao procurador do município ganhar R$ 27.500,16. Kennedy Barros deu dez dias para o prefeito anular o decreto.
Na sexta-feira (22), o prefeito Nirvado Silvino revogou o aumento salarial aos servidores. De acordo com nota, a gestão apontou chegou a pedir “desculpas” aos moradores da cidade. A administração alegou que “houve um erro material na publicação do decreto, tendo em vista que o valor exorbitante do mesmo não condiz com a realidade atual do município e nem do Brasil, e não encontra respaldo em nenhum na lei".
Prefeito de Bocaina, Nivardo Silvino, pediu desculpas à população.De acordo com a decisão do conselheiro Kennedy Barros, o aumento representa ofensa ao artigo 21 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que diz ser nulo de pleno direito ato de que resulte aumento de despesa de pessoal nos 180 dias anteriores ao fim do mandato do gestor. Diz ainda que a decisão fere o artigo 37 da Constituição Federal.
Além de anular o decreto, o conselheiro determinou ainda que Nirvado Silvino anule todos os atos que tenham provocado aumento de despesas com pessoal no período em que o limite legal se encontrava descumprido e que o prefeito adote as medidas legais para readequar o limite de gastos com pessoal ao índice inferior a 54% da receita corrente líquida do município.
Bocaina tem 4.369 habitantes e repasse médio de R$ 350 mil de Fundo de Participação (FPM) por mês. O Produto Interno Bruto (PIB) do município é de R$ 20.088,00.
Nivardo Silvino permanece no cargo de perfeito sob efeito de liminar. Ele é acusado de compras de votos nas eleições de 2012.