Tenente da PM é apontado como dono da arma usada em tiro contra travesti
17/02/2016 às 13:50 Atualizado em 17/02/2016 às 15:05 3 min de leitura

Atrasado mais de uma hora, o militar chegou à delegacia do 12º Distrito Policial em um veículo da Corregedoria da Polícia Militar, onde também deve responder caso confirmado seu envolvimento.
O policial afirma que teve a arma furtada antes do Corso, mas as garotas disseram que o proprietário estava dormindo no evento com a arma no chão ao seu lado.
Na delegacia, ele prestou depoimento ao delegado reforçando o que registrou no Boletim de Ocorrência na terça-feira (2) após o evento. Segundo ele, sua arma foi furtada de dentro de sua casa, localizada no bairro Primavera.
"Ele disse que foi furtada, ele reafirma isso. Só que está estranha essa história, porque a arma foi furtada no sábado e ele disse que foi trabalhar no Corso sem a arma, não comunicou ao superior e nem registrou Boletim de Ocorrência. O registro só foi feito três dias depois", disse.
O delegado frisou que, até o momento, o policial é apenas suspeito de ser o proprietário da arma cujo disparo atingiu Pâmela. "Não temos confirmação de nada, estamos ainda investigando. Duas pessoas que ainda serão ouvidas são fundamentais para o caso. Caso confirmada a presença da arma dele, pode-se dizer que ele responderá por participação e negligência. Se havia realmente essa pessoa bêbada dormindo no chão com essa arma ao lado, ela vai responder", informou.
A versão citada pelo delegado é a mencionada pelas garotas que estavam com a vítima.
Matéria original
Um tenente da Polícia Militar, que não teve o nome revelado, é o principal suspeito de ser o proprietário da arma, uma pistola ponto 40, usada em um tiro acidental que atingiu a travesti Pâmela Beatriz Leão, 23 anos, no Corso de Teresina. Ele não havia comparecido ao 12º Distrito Policial (Planalto Ininga) até as 10h30 desta quarta-feira (17), como estava marcado.
A travesti continua internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Teresina (HUT) desde o dia 30 de janeiro, data do fato.
Mais duas pessoas fundamentais para o caso serão ouvidas nesta quinta-feira(18) pelo titular do 12º DP, delegado Ademar Canabrava, que chegou ao militar após investigação da polícia.
“Temos dois depoimentos para colher que são de grande importância para descobrir quem o real proprietário dessa arma. A nossa pista é o registro de um boletim de ocorrência de furto de uma arma com características semelhantes somente na terça [dia 2], após o Corso de Teresina, onde o tiro aconteceu”, revelou o delegado.
Canabrava disse ainda que o militar será intimado apenas uma vez para prestar depoimento sobre o caso, o prazo máximo é a próxima sexta-feira (19).
Fonte: Cidadeverde.com
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