Tenistas contam rotina estressante de torneios para subir no ranking da ATP
29/10/2014 às 16:50 Atualizado em 29/10/2014 às 16:55 3 min de leitura

Para quem já é um tenista de ponta, a carreira pode ser mais seletiva, com o atleta disputando apenas alguns torneios previamente selecionados. Para quem ainda busca um lugar entre os melhores, a necessidade de competir para poder pontuar e, assim, subir no ranking, é bem maior. Há um caminho a ser trilhado, passando pelos torneios nível Future, com pontuação e premiações mais baixas, Challenger, em competições de nível mediano, e ATP, onde jogam os atletas de ponta, geralmente entre os Top 100. Além disso, os competidores menos conhecidos e com patrocínios menores ainda tem que disputar os chamados torneios de grana, que não dão pontuação no ranking, mas que as premiações ajudam a custear as participações no circuito profissional. As condições, claro, nem sempre são as melhores.
- Para gente é mais duro, porque a nossa forma de torneios é pior do que um Grand Slam. Eles só jogam em lugares magníficos, a gente tem que ir para uns que a gente não sabe nem como vai chegar. A partir de que tu vai subindo no ranking, as coisas vão melhorando também – conta o gaúcho Fabrício Neis, que esteve em Teresina no fim de semana disputando o Piauí Open.
A rotina para acompanhar esse ritmo de competições não é fácil. O tempo com a família é reduzido com períodos de mais de 30 dias de ausência, viajando de um torneio para outro, sem escala para descansar. Nessas horas, é a internet e as mídias eletrônicas que salvam o convívio com as pessoas queridas.
- Antes era muito pior por não ter contato por celular, o que hoje me mantém muito ligado à minha família, mesmo não estando ao vivo. A convivência é mais eletrônica do que pessoal – diz Fabrício.
E se engana quem pensa que essas viagens são também uma forma de turismo. Com pouco tempo separando um torneio do outro, as horas tem que ser aproveitadas o máximo possível, não com diversão, mas cuidando do físico.
- A gente tenta descansar o máximo. Quando chega em um lugar de competição, tenta fazer um treinamento e o resto é só descansar. Não tem badalação, não dá para visitar muita coisa. Já fui muitas vezes para Europa e voltava para casa sem conhecer nada, porque não dava tempo – relata o gaúcho.
Mas nem tudo são reclamações. O amor pelo esporte e o sonho de um dia chegar às principais competições fazem com que as dificuldades sejam esquecidas e, de certa forma, até desejadas, como conta o paulista Augusto Laranja, que também disputou o Piauí Open no último fim de semana.
- Rotina estressante, um pouco cansativa, mas tem que gostar. A gente que escolheu essa profissão gosta de estar viajando. Fica 3 ou 4 semanas fora e sente saudades de casa, mas passa uma semana já está louco para viajar e competir de novo. A gente tem essa necessidade de está competindo, jogando, indo em busca do que a gente escolheu – finaliza.
Fonte: Globoesporte.com
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