Terceirização do Hospital Regional de Picos volta à pauta no Legislativo
05/04/2016 às 16:56 Atualizado em 05/04/2016 às 16:58 2 min de leitura

Marden Menezes pediu que a Assembleia não permita a terceirização de qualquer hospital regional, pois as reclamações por escrito dos funcionários do Justino Luz são verdadeiros documentos que atestam o desmonte da saúde, o que já aconteceu com o setor odontológico.
O deputado Luciano Nunes (PSDB) lembrou que o governador do Estado, Wellington Dias, afirmou que nenhum servidor do Justino Luz sofreria prejuízo, mas o que se vê é o contrário. Eles estão sem saber para onde serão deslocados.
Marden Menezes destacou que o objetivo do governo é transformar a saúde pública numa empresa, ressaltando que a empresa instalada em Picos é ligada ao ministro petista da Bahia, Jaques Wagner. Ele lembrou que em Campo Maior já houve uma terceirização parecida, e que no momento de retornar o hospital regional para o controle da Saúde houve resistência e até disparos de arma de fogo.
O deputado Rubem Martins (PSB) afirmou em aparte que em Picos são cerca de 40 servidores devolvidos à Secretaria de Saúde, mas que eles não sabem se vão trabalhar. Ele considerou que o objetivo da terceirização é o desvio de recursos.
O deputado Severo Eulálio (PMDB) informou em aparte que houve uma reunião de funcionários, na frente do Hospital Justino Luz, mas os novos diretores se recusaram a dialogar sobre a possibilidade de os servidores retornarem ao trabalho, sem que saibam se vão ser bem tratados ou discriminados.
O deputado Marden Menezes concluiu seu pronunciamento lembrando que há uma decisão judicial suspendendo a terceirização, que ele espera seja cumprida, pois criou-se uma situação de improviso e amadorismo inaceitáveis.
Fonte: Alepi
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