
De acordo com a Portaria n.º 1101/GM – de 12 de junho de 2002, elaborada pelo Ministério da Saúde, seriam necessários em cada estado, cerca de 1 a 3 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes. Se na capital o déficit é alarmante, a situação é mais preocupante no interior do estado. Apenas as cidades de Piripiri, Floriano, Picos e Parnaíba possuem UTIs que, no total, somam 34 leitos.
“Para atender o estado teríamos que ter 950 leitos. No caso do interior, essas UTIs não cumprem resolução da ANVISA e quando o caso é grave os pacientes terminam sendo transferidos para Teresina, como aconteceu esta semana com três pessoas de Parnaíba. Essa UTI, inclusive, chegou a ser fechada no final do ano”, declarou Patrícia Mello.
Patrícia MelloSegundo ela, o problema é matemático e passa ainda pela falta de profissionais capacitados. “Não é só abrir leitos. Você não aprende sobre UTI no curso de medicina. É uma especialidade. Não é qualquer médico. Se for o caso, abre mais leitos em Teresina onde possui profissionais capacitados e depois descentraliza inserindo as pessoas em outros municípios”, explica a médica.
A representante da Comissão fala ainda da necessidade de melhorar a rede nos bairros de Teresina, evitando a transferência desnecessária de pacientes para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), por exemplo.
"De 1.600 pacientes atendidos no HUT, 600 não deveriam ter sido levados para lá. Precisamos melhorar a rede. Não é só criando leito de UTI que resolve, as unidades de saúde precisam segurar os pacientes", finalizou.
