Teve Isso! Frango, furada, escorregão e um cardápio variado de lambanças
28/07/2014 às 13:13 Atualizado em 28/07/2014 às 13:22 7 min de leitura

Comemoração inchada
Um desagradável "ovo" na mão esquerda. Foi esse o prêmio que Magno Alves recebeu ao marcar o segundo gol do Ceará na vitória por 3 a 2 sobre o Santa Cruz. O artilheiro do líder da Série B se machucou logo após empurrar a bola para as redes, aproveitando cruzamento preciso de Vicente. Com a mão bastante inchada e muitas dores, o Magnata nem pôde comemorar o gol, que interrompeu uma sequência de três partidas sem marcar. Mas pelo menos respirou aliviado com a vitória suada fora de casa e com o resultado da radiografia. Nas redes sociais, tratou logo de tranquilizar os torcedores: nada de fratura, muito gelo e bola para frente.
O chute de Wellington Silva saiu lá do meio da rua, de pé esquerdo, meio despretensioso, na linha "vamos ver no que dá". E deu. Marcelo Lomba posicionou o corpo, levantou os braços... e engoliu o frango da rodada. Antes mesmo de a bola morrer mansa na rede do Bahia, a expressão do goleiro já denunciava o desespero, como é possível ver no replay por trás do gol. E olha que a falha acabou custando caro: foi o gol solitário que definiu a vitória magra do Internacional na Fonte Nova.
De lavada
Se existe um time sem motivos para lamentar nesta segunda-feira, é o Cruzeiro. O líder isoladíssimo da Série A passou por cima do Figueirense e goleou por 5 a 0. Mas foi preciso superar um primeiro tempo pegado, com o gramado do Mineirão parecendo uma piscina. A chuva que castigou Belo Horizonte na sexta e no sábado criou cenas de polo aquático durante o jogo. Na segunda etapa, saiu a chuva, entraram os gols, e a Raposa tratou de aniquilar o adversário. Como de hábito.
Não é toda hora, né...
Parece que Neto Baiano gostou desse negócio de fazer gol do meio de campo. Duas rodadas após assinar uma pintura contra o Botafogo, bateu aquela saudade no jogador do Sport. No domingo, contra o Atlético-MG, ele tentou três vezes acertar o gol de Victor lá do meio da rua. A diferença é que, desta vez, a bola mal chegou perto da meta rival. Primeiro, ele ganhou uma disputa com Tardelli e soltou o chute sem força. Aberto na lateral, tentou de novo, mas o goleiro saiu para defender. Por fim, arriscou quando Victor subiu ao ataque, mas falhou. Fica para a próxima.
Cofres vazios
Não está fácil para ninguém. Mas para o Botafogo está ainda mais difícil. Além da derrota para o Flamengo no clássico de domingo, o Alvinegro amarga problemas financeiros que os jogadores fazem questão de não esconder. Antes da partida, o time entrou no gramado do Maracanã carregando uma faixa onde se lia “Estamos aqui porque somos profissionais e por vocês, torcedores”. O protesto ainda detalhava o que estava atrasado: cinco meses de direitos de imagens, três meses na carteira de trabalho e o FGTS.
Cheiro estranho no ar
Na primeira visita à nova casa do arquirrival, a torcida do Palmeiras levou um presente extra: a provocação. Cerca de 1.500 palmeirenses foram à Arena Corinthians de trem para assistir ao clássico deste domingo e vestiram máscaras hospitalares na entrada do estádio. Tudo para dizer que o local seria “nocivo à saúde”. A Polícia Militar não coibiu a brincadeira, mas tampouco permitiu que os torcedores entrassem assim no estádio. Resultado: um mar de máscaras no chão do lado de fora. E o pior: derrota dentro de campo para o Timão.
Que papelão
Dentro da Arena Corinthians, a atuação de alguns torcedores do Palmeiras foi bem além da brincadeira e descambou para a falta de educação. O setor do estádio destinado aos visitantes teve várias cadeiras quebradas. E ainda teve espertinho se gabando nas redes sociais pelo estrago feito. Agora o clube é que terá de colocar a mão no bolso. Antes do clássico, o Corinthians já tinha deixado claro o acordo: qualquer dano seria ressarcido pela diretoria alviverde. Os vândalos palmeirenses pareciam não se importar muito e ainda diziam em voz alta: “Coloca na conta do Paulo Nobre”, referindo-se ao presidente do clube.
Cadê o revisor?
Não foi só fora de campo que a 12ª rodada viu erros. Alguns, é bem verdade, inofensivos. Foi o caso de Dellatorre. De volta ao Atlético-PR após ser emprestado ao Queens Park Rangers, da Inglaterra, o atacante reestreou no domingo, na derrota para o Fluminense por 3 a 0. E pelo visto o período de ausência fez o clube paranaense esquecer a grafia do seu nome. O jogador entrou aos 16 minutos do segundo tempo com o nome Delatorre na camisa, com um L a menos.
Pernas trocadas
O jogo na Arena da Baixada não teve lambança apenas de revisão das camisas. Até o time vencedor teve seu momento de constrangimento. Se o Fluminense ficou plenamente satisfeito com a vitória tranquila, não dá para dizer o mesmo de um lance curioso do lateral-esquerdo Carlinhos. Logo no início do segundo tempo, ele foi à linha de fundo e, na hora do cruzamento, trocou as pernas. Todo enrolado, furou e jogou a bola pela linha de fundo. Para sorte dele, não havia torcida para vaiar, já que a partida foi disputada com portão fechados.
Já vai, seu juiz?
Jogador perdendo a passada, o torcedor vê toda hora. Com o árbitro, é mais raro, mas também acontece. E aconteceu no clássico carioca. Na parte final de Flamengo x Botafogo, Cáceres fez falta por trás em Emerson Sheik. Lance para o segundo cartão amarelo e a consequente expulsão do jogador rubro-negro. O juiz Wilton Pereira Sampaio não pensou duas vezes, mas no ímpeto para tirar o cartão do bolso foi traído pela grama molhada do Maracanã. Escorregou, manteve a classe, levantou-se e mandou o paraguaio para o chuveiro mais cedo.
Ariano gigante
Marcada por lances esquisitos, a rodada teve também um momento de bela homenagem. Pela segunda vez desde a morte de Ariano Suassuna, na última quarta-feira, o Sport lembrou o escritor. No domingo, contra o Atlético-MG, a família de Ariano entrou em campo ao lado de um boneco gigante usado no carnaval. O tributo continuou no uniforme dos jogadores, que levaram nas costas nomes de personagens do escritor. E Durval, representando o cangaceiro Severino de Aracaju, de “O Auto da Compadecida”, fez o segundo gol na vitória por 2 a 1 sobre o Galo.
Cajá cheio de moral
Para ganhar homenagem, nem é preciso ser um ícone da cultura brasileira como Ariano Suassuna. Renato Cajá, contratado para vestir a camisa 10 da Ponte Preta, tirou onda no fim de semana. No intervalo da partida contra o Vasco, o meia entrou no gramado Moisés Lucarelli em um carro do programa sócio-torcedor da Macaca. Ao descer do veículo, foi ovacionado pela torcida, andou até o círculo central e depois distribuiu camisas personalizadas no alambrado. Só não deu para calçar as chuteiras, suar a camisa e evitar o empate em 0 a 0.
Fonte: G1 PI
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