Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Eletrobrás do Piauí, cerca de 30% dos funcionários seguem trabalhando para manter serviços essenciais.
De acordo com o Presidente do Sindicato dos Urbanitários em Floriano, Luiz Gonzaga, a decisão foi tomada uma vez que a Eletrobrás não negociou com os trabalhadores as reivindicações acerca do Acordo Coletivo Nacional 2013/2014 e outras causas pendentes da classe.
Luiz Gonzaga, Presidente do Sindicato dos Urbanitários em Floriano.Na última quarta-feira, após 16 dias de greve, os funcionários do sistema Eletrobrás voltaram ao trabalho, quando os sindicatos - reunidos no Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), que coordena a negociação - aceitaram a proposta formulada pelo atual presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Carlos Alberto Reis, em audiência de conciliação na segunda-feira passada. No entanto, no dia seguinte, numa segunda audiência de conciliação, o Grupo Eletrobrás recusou a proposta do TST.
Em Floriano os trabalhadores da Eletrobrás reivindicam o reajuste de 11,51%, Acordo Coletivo Nacional 2013/2014, com reajustes de salários e benefícios com a companhia. A contraproposta da empresa foi de um reajuste de 4%. Sem um acordo, os eletricitários decidiram cruzar os braços.
De forma imediata, os trabalhadores teriam direito à reposição da inflação medida pelo IPCA acumulado até maio, de 6,49%, mais ganho real de 1%. Em janeiro de 2014, a Eletrobrás concederia novo reajuste com ganho real de 1%. Em maio de 2014, os salários seriam corrigidos pelo IPCA acumulado no período. Por fim, em setembro de 2014, novo ganho real de 0,5%.

Em todo o país a Eletrobrás possui cerca de 27 mil trabalhadores. Destes, um percentual de 70% estão parados, até que a direção da empresa aponte uma nova contraproposta para que possa ser avaliada pelo CNE, FNU, os sindicatos e os trabalhadores.
