Travesti é brutalmente agredida no interior do Piauí; Polícia investiga
27/09/2018 às 08:08 Atualizado em 27/09/2018 às 09:37 2 min de leitura
De acordo com o delegado Andrei Alvarenga, dois suspeitos foram conduzidos a Delegacia Regional de Campo Maior para prestar depoimento. Os três estão sendo ouvidos na tarde desta quarta-feira (26).
No vídeo gravado logo após as agressões, Netinha cita os nomes dos agressores e o motivo pelo qual a agressão ocorreu.
Em seu perfil, Netinha participa da campanha #EleNão, promovida por mulheres contra o nome de Jair Bolsonaro à Presidência da República.
"O flagrante está sendo finalizado. Até o momento, o que indica é que ela foi agredida por uma questão de mal entendimento. Todos já se conheciam. Houve uma discussão e as agressões começaram. Está se espalhando que a agressão tem cunho político, mas as pessoas estão politizando demais", citou o delegado, alegando que as oitivas esclarecerá o que motivou às agressões.
"A questão é que uma pessoa foi gravemente ferida ao ponto de fingir um desmaio, que estava morta, para que as agressões acabassem. Bateram muito nela", acrescentou o delegado.
O Cidadeverde.com teve acesso ao depoimento da vítima que afirmou que estava sendo extorquida por dois rapazes de nome "Pedro e Wesley". Segundo Netinha, os agressores tentaram lhe enforcar e que eles estavam "parecendo dois animais violentos".
Sobre a questão política, Netinha nega, mas crê que eles agrediram também por ela ser travesti. Veja na íntegra parte do depoimento.
Fonte: CidadeVerde.com
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