“Eles têm uma facilidade de retirar as barras de ferro da própria coluna de sustentação do prédio da penitenciária, e com os ferros em mão conseguem estourar os cadeados, também fazendo pontas e utilizando como arma branca para ameaçar outros ou até mesmo para matar outro preso. Então, foram poucos ferros, nós já limpamos a penitenciária toda nas vistorias que fizemos ali, mas eles ainda conseguem esconder devido a estrutura antiga do nosso presídio e conseguem retirar esse material”, ressaltou.
Ten. Alberoni PereiraDe acordo com o Ten. Alberoni, os líderes identificados como os cabeças daquele motim foram transferidos para São Raimundo Nonato, Picos e Teresina, mas que segundo ele não foi nenhuma transferência, foi na verdade uma devolução, pois eram presos que tinham vindo para Floriano há algum tempo devido participar de rebeliões em seus presídios de origem, o que juntou pessoas problemáticas e terminou acontecendo rebeliões também no presídio de Vereda Grande.
“A gente fez uma espécie de devolução, devolvemos os problemas para suas devidas peninteciárias e ficamos só com o nosso pessoal aqui da região, e tudo que eles destruíram a gente já recuperou, está tudo restaurado novamente”, afirmou o diretor.
A penitenciária Gonçalo de Castro Lima contava com 250 presos, mas após as trasferências que ocorreram conta com 210 detentos.

