
covid-19 levou a uma incidência maior de ansiedade, depressão, insônia e, de maneira mais rara, demência. Nesses casos, os transtornos foram revelados em até três meses após o contágio.
"Este risco é cerca de duas vezes maior do que o esperado entre pacientes que foram hospitalizados", disse o pesquisador que chefiou o estudo britânico, Maxime Taquet.
Para chegar a essas conclusões, os cientistas analisaram 62 mil pessoas que se recuperaram do coronavírus. A pesquisa também apontou que pessoas com alguma doença mental já existente têm um maior risco de desenvolver a covid-19.
As análises foram feitas em comparação com o surgimento de transtornos em tratamentos de outras doenças, como influenza, infecções respiratórias e de pele, pedra na vesícula e nos rins e fraturas graves.
Os resultados da pesquisa se somam a outros estudos que também comprovam a relação entre covid-19 e transtornos mentais. Embora seja uma doença nova e que ainda possui muitos efeitos secundários desconhecidos, pesquisas indicam que o Sars-CoV-2 pode afetar, além dos pulmões, o coração, os rins, o intestino, o sistema vascular e o cérebro.
Em julho, estudiosos da University College London (UCL) publicaram artigo na revista científica Brain com a análise de 43 pacientes da covid-19 que apresentaram complicações neurológicas graves após a infecção, como delírio, tremores, psicose, além de danos ao cérebro em alguns casos, como derrame.
No início de agosto, um outro estudo feito em um hospital da Itália mostrou que 55% dos 402 pacientes internados em decorrência da covid-19 desenvolveram ao menos um transtorno psicológico.