Universidades brasileiras estão entre as 10 melhores do mundo com mulheres na pesquisa
10/03/2020 às 10:12 Atualizado em 10/03/2020 às 10:14 4 min de leitura

Os indicadores encontrados têm como base o número de publicações, citações por publicação e impacto por publicação. Os dados são resultantes de uma análise das pesquisas publicadas no período entre 2014 e 2017. O estudo foi publicado em janeiro de 2020 pelo Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) é a instituição de ensino que melhor representa o Brasil no ranking. A universidade aparece com 50,7% de mulheres em pesquisas científicas, o que representa a terceira maior taxa de todo o mundo. De 2014 a 2017, foram publicados 4.254 trabalhos com autoria feminina.
O Instituto é a única universidade brasileira que possui mais da metade das suas pesquisas com autoria feminina, assim, a instituição fica atrás, apenas, da Universidade Médica de Lublin (com taxa de 54,2%) e a Universidade de Gdansk (taxa de 51%), ambas faculdades polonesas. A Polônia foi a grande recordista do ranking, com seis universidades no top 10.
A segunda melhor posição no Brasil foi atribuída à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ficando na oitava posição entre as 10 melhores. Os dados revelam que a federal de São Paulo 48,5% de suas pesquisas foram realizadas por mulheres. Dos 20.564 trabalhos publicados, mais de nove mil foram escritos por pesquisadoras.
A terceira brasileira mais bem colocada, e a décima a fechar o top 10, é a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A porcentagem de mulheres como autoras de produções científicas é equivalente a 47,8%, representando 5.671 das 11.873 pesquisas científicas publicadas.
Outras universidades brasileiras no TOP 100
O top 100 do ranking revela que 19 posições são ocupadas por universidades brasileiras. Todas são instituições públicas, estaduais ou federais. Conheça quais são:
Universidade Estadual de Maringá (UEM) - 50,7% (3ª do mundo);
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - 48,5% (8ª do mundo);
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - 47,8% (10ª do mundo);
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - 46,8% (14ª do mundo);
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - 44,2% (21ª do mundo);
Universidade Federal do Paraná (UFPR) - 43,2% (23ª do mundo);
Universidade Federal da Bahia (UFBA) - 42,1% (27ª do mundo);
Universidade Federal de Goiás (UFG) - 40,9% (37ª do mundo);
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - 40,6% (40ª do mundo);
Universidade Estadual Paulista (Unesp) - 39,8% (49ª do mundo);
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - 38,8% (56ª do mundo);
Universidade de São Paulo (USP) - 38,4% (60ª do mundo);
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - 38,2% (62ª do mundo);
Universidade Federal Fluminense (UFF) - 38,1% (65ª do mundo);
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - 37,5% (72ª do mundo);
Universidade Federal do Ceará (UFC) - 37,2% (76ª do mundo);
Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - 37,1% (77ª do mundo);
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - 36,2% (89ª do mundo);
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) - 35,4% (94ª do mundo).
Conhecendo cientistas brasileiras
Uma plataforma está reunindo informações sobre cientistas brasileiras em diferentes áreas. Chamada de Open Box da Ciência, a iniciativa é da organização Gênero e Número, apoiada pelo Instituto Serrapilheira. Nela, é possível conhecer os trabalhos e história das mulheres que desenvolvem trabalhos de pesquisa no país.
A plataforma permite acessar, ao menos, um artigo relevante da pesquisadora, além de conferir outras informações sobre os seus estudos, formação e carreira.
Fonte: Agência Educa Mais Brasil
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