José Cardoso, vice-presidente do Flamengo-PI, deixando o 10º Distrito Policial de Teresina.Em seu depoimento, Cardoso conta que só soube do caso quando foi procurado por Maria Lúcia, que disse que os talões de energia elétrica da sede do Flamengo-PI estavam em seu nome e acumulando um débito então de R$ 8 mil.
Ainda segundo o seu relato, Cardoso teria entrado em contato com o presidente Jankel Costa, que teria dito que não havia nenhuma irregularidade, pois o clube estava arrendado para a então funcionária.
- No contrato diz que ela arrendaria o clube e, em contrapartida, recebia arrecadação de aluguéis, dos sócios e da piscina. Em contrapartida, ela se pagava, pagava o vigia e o talão de luz – afirma Cardoso.
O dirigente rubro-negro também diz que Maria Lúcia criou um ponto de luz adicional na casa do atleta, de onde ela puxava a energia elétrica para manter a sede em funcionamento, já que no local a energia estava cortada.
Cardoso diz que não sabe porque o seu nome foi envolvido no caso, já que ele alega não ter nenhuma participação na negociação que envolveu a transferência das contas de energia para o nome de Maria Lúcia.
- Ela foi me procurar no meu trabalho uma vez e eu estava trabalhando fora. Um colega meu me ligou e eu disse que não ia mais atender, que não queria saber desse assunto. Acho que foi ali onde ela se danou comigo. Eu já tinha ouvido ela e já tinha ouvido o presidente, e ele tem prova na mão. Então eu não podia renegar o que o meu presidente estava dizendo. A filha dela saiu chateada, dissera que saiu soltando os cachorros em mim – conta.
Inquérito continua
Além de Cardoso, também estava previsto o depoimento do presidente Jankel Costa na manhã desta terça-feira. As informações que chegaram na delegacia foi que ele não recebeu a intimação que foi enviada ao seu local de trabalho, por isso não se apresentou. A polícia agora aguarda ele e o supervisor de futebol Valter Maranhão para terminar o inquérito.
- Vamos ouvir outras pessoas, mas até o momento não sabemos se vamos ou não indiciar alguém. Falta ouvirmos o Jankel e o Maranhão, e talvez outras testemunhas que eles tragam. Acredito que eles podem se apresentar até espontaneamente a qualquer momento – finaliza o delegado José Erisvaldo.
