Nas imagens é possível observar o carro Renault Clio dando sinal de parada e com vidros abertos, enquanto a viatura seguia em perseguição sem o uso da sirene. “As imagens corroboram exatamente com a versão da família de que eles pararam e ainda assim os policiais dispararam varias vezes contra o carro. Agindo de forma totalmente irregular”, explica o delegado Higgo Martins.
"Não temos nenhuma dúvida que estamos diante de um dolo eventual e não uma culpa consciente. A investigação é da Polícia Civil. A abordagem é um ato administrativo e esse ato tem que ser seguir princípios, como o de preservar a vida", disse o delegado Francisco Baretta.
A polícia já recebeu o laudo cadavérico e o do local do crime. Os dois serão anexados ao inquérito, que deve ser concluído na sexta-feira.
Visivelmente abalada , é a mãe de Emily quem descreve os momentos de terror vividos após o tiroteio. Ela chega a afirmar que não confia na investigação da PM. "Eu não confio na investigação da Polícia Militar. Não confio de jeito nenhum. Eu estava sozinha e eles não faziam nada", diz no vídeo.
Segundo a mãe de Emile, Daiane Félix Caetano, em depoimento à polícia, ela e o marido, o cantor sertanejo Evandro da Silva Costa, estavam indo levar a filha para uma franquia de açaí quando ocorreu a abordagem policial.
Daiane conta que antes dos policiais efetuarem os disparos, populares avisaram que o carro estava ocupado por uma família.
Os PMs envolvidos na ocorrência são do 5° Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na zona Leste da Capital. Eles estão presos.