
"Ele disse [deu parte de mim, peguei a medida protetiva e olha onde eu tô. Ninguém me prende], hoje de manhã", disse a ex-esposa de Arlindo Rodrigues Filho, preso em flagrante suspeito de assassinar uma funcionária da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), na manhã desta segunda-feira (15), em Floriano. Ele foi ao local atrás da ex-companheira, que trabalha como zeladora na instituição.
A ex-companheira de Arlindo Rodrigues Filho, que preferiu não se identificar, contou que os dois estavam separados há alguns meses. Segundo ela, Arlindo queria reatar o relacionamento, mas passou a fazer ameaças há cerca de duas semanas. Ela afirmou que, durante os anos em que estiveram juntos, ele nunca havia demonstrado comportamento agressivo, mas começou a ameaçá-la há cerca de duas semanas.
"Hoje ele topou comigo e me mandou entrar no carro e disse que não iria fazer nada e eu disse que não. Pedi pra entrar na casa do vizinho e depois segui. Quando cheguei lá em casa encontrei ele de novo e aí perguntou se eu ia pra Apae, e eu disse que não sabia, mas que se fosse iria de mototaxi. Eu sabia que se eu entrasse ele ia me matar", disse a mulher.
APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais)Segundo a mulher, os filhos dela haviam notado que ele estava com uma faca quando foi até a casa, mas não conseguiram desarmar o pai.
A mulher lamentou a morte da colega do trabalho e disse que o ex-companheiro não conhecia a vítima.
Mulher relatou que o homem tentou matá-la atropelada
Arlindo Rodrigues Filho invadiu APAE em Floriano e matou funcionária.A mulher relatou ainda que Arlindo Rodrigues Filho tentou matá-la atropelada há uma semana, enquanto ela ia para o trabalho. Segundo ela, o ex-marido chegou a bater o carro no muro da casa de um vizinho que a socorreu.
"Ele botou aquela velocidade, barroou em mim e a pancada só não foi maior, pois o meu filho entrou no meio. A vizinha viu e me chamou para entrar para a casa dela e aí ele voltou para passar por cima. Eu entrei na casa de um policial e ele veio de ré, bateu na casa do policial", detalhou.
Funcionária foi atacada no portão da instituição
Maria Luciana Dias de LimaMaria Luciana Dias de Lima foi atacada com facadas no tórax após abrir o portão da sede da APAE para Arlindo, que procurava pela ex-mulher, também funcionária da instituição. A mulher não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.