Análise: Vitória se consolida com virada maiúscula sobre o Fortaleza
20/02/2025 08h48Fonte ge
Oito vitórias e quatro empates em 2025, além de dois resultados positivos e três igualdades nos últimos cinco jogos do ano passado. O Vitória soma 17 partidas de invencibilidade porque é bem treinado, sabe ser competitivo em situações extremas e tem variações de jogo cruciais para a manutenção dos bons resultados.A vitória por 2 a 1 sobre o Fortaleza, de virada, na última quarta-feira, mostrou várias dessas características do Rubro-Negro, que segue na liderança do Grupo A e está consolidado como um candidato ao título da Copa do Nordeste [assista aos melhores momentos no vídeo acima].
Imagem: Victor Ferreira / EC Vitória
Janderson em Fortaleza x Vitória
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Erros de estratégia
E quando a fase é boa, dá até para cometer erros. O técnico Thiago Carpini apostou em três zagueiros (Edu, Neris e Lucas Halter) e dois volantes com maior poder de marcação (Baralhas e Willian Oliveira) em vez de Ronald para escalar o time no famoso 3-5-2. A ideia era dificultar o jogo do Fortaleza, principalmente pelo meio, e explorar os contra-ataques com os alas Cáceres e Jamerson.
De início, a estratégia funcionou relativamente bem, tanto que o primeiro chute defendido por Lucas Arcanjo só aconteceu aos 18 minutos em uma jogada que mostrou o que seria a maior vulnerabilidade rubro-negra na partida: a bola longa nas costas da linha de defesa.
Em um desses lançamentos explorados pelo time da casa, Arcanjo saiu mal do gol no lado direito de defesa do time baiano e precisou de Edu para evitar o gol do Fortaleza em chute de fora de Breno Lopes. Em outro lance de lançamento, Mancuso furou o cabeceio atrás da zaga na grande área.
Mas o Vitória pagou caro mesmo no primeiro cochilo no entrelinhas, aos 39 minutos, quando Lucero recebeu livre de marcação entre zagueiros e volantes e soltou uma bomba para marcar um golaço. É válido ressaltar, contudo, que o Fortaleza trocou passes rapidamente para pegar o time baiano desprevenido no lance.
Em relação aos ataques do primeiro tempo, o Vitória foi assertivo na marcação alta e, principalmente, em transições em velocidade, mas faltou colocar João Ricardo para trabalhar, uma vez que o Leão baiano não finalizou dentro do gol. A principal válvula de escape foi Cáceres pela direita com passes de Matheusinho, mas Janderson, que havia entrado em campo aos cinco minutos após Fabri sair machucado, não aproveitou as bolas cruzadas para a área.
Imagem: Victor Ferreira / EC Vitória
Lucas Braga ficou isolado pelo lado esquerdo de ataque no primeiro tempo.

Mudança tática funciona
Com o placar desfavorável na volta do intervalo, o técnico Thiago Carpini tirou o zagueiro Edu, que havia passado mal no fim da primeira etapa, e colocou o atacante Gustavo Mosquito em campo. No 4-3-3, o Vitória teve um jogador a mais na zona de ataque, algo que foi fundamental para o gol de empate e para a virada.
Aos sete minutos, Baralhas aproveitou erro de passe de José Welison (marcação alta funcionou novamente) e tocou para Gustavo Mosquito no lado direito. O atacante limpou a marcação e finalizou bem para deixar tudo igual com um belo gol.
Imagem: Victor Ferreira / EC Vitória
Gustavo Mosquito comemora gol de empate Vitória contra o Fortaleza.
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Se o cartão de visitas ofensivo do Vitória foi interessante no segundo tempo, o sistema de marcação funcionou melhor que na primeira etapa, mesmo com um defensor a menos. Para isso, a consistência do meio-campo foi fundamental. A dupla de zaga formada por Neris e Halter também encaixou.
Além disso, as trocas de Lucas Braga por Wellington Rato e de Janderson por Carlinhos, no ataque, e de Jamerson por Hugo, na lateral esquerda, foram importantes para manter o crescimento do Vitória no jogo.
O gol da virada, aliás, teve origem em cruzamento de Hugo pela esquerda após tabela com Matheusinho. Mosquito pegou o rebote da jogada e ajeitou para Baralhas marcar em belo chute de fora da área.
O último ato da segunda etapa teve um Vitória fechado na defesa e pronto para o contra-ataque, algo que o time de Carpini tem amadurecido a cada jogo deste período de invencibilidade. O Fortaleza até acertou a trave na bola parada, mas o Rubro-Negro também levou perigo em falta cobrada por Wellington Rato.
Agora, foco no Campeonato Baiano. Já classificado para as semifinais, o Vitória tenta garantir a liderança da primeira fase neste sábado, contra o Atlético de Alagoinhas, às 18h30 (de Brasília), no Carneirão, pela última rodada.
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