Renato Gaúcho é apresentado pelo Fluminense: "Alegria de jogar e coragem"
04/04/2025 15h04Fonte ge
De volta ao Fluminense, Renato Gaúcho comandou o primeiro treino, na manhã desta sexta-feira, no CT Carlos Castilho, e foi apresentado oficialmente em coletiva de imprensa na sequência. Ele recebeu uma camisa 7 tricolor na apresentação, mesmo número que utilizou na conquista do Campeonato Carioca de 1995, quando marcou o gol de barriga em cima do Flamengo. E deu o tom do que a torcida pode esperar: um time jogando com alegria e coragem.Acima de tudo, fico muito feliz por estar aqui. É lógico que todas as competições que a gente entra, a gente entra para ganhar. Nem sempre é possível, mas a gente trabalha no dia a dia para conquistar sempre os resultados para conquistar títulos e disso eu não abro mão — Renato Gaúcho
- Conversei bastante (com o jogadores), o que procurei passar para o grupo foi alegria de jogar e coragem. Isso o torcedor pode ficar tranquilo que vai ver no meu time. O Fluminense enquanto eu estiver aqui vai jogar como time grande, vai respeitar os adversário, mas vai jogar para dentro, sempre para vencer. Trabalhando sempre com cuidado defensivo. O Fluminense vai jogar como time grande independente do adversário - afirmou Renato Gaúcho na apresentação.
Renato assinou contrato até o fim do ano em uma reunião na tarde de quinta-feira com o presidente do clube, Mário Bittencourt, e o diretor de futebol, Paulo Angioni. O vínculo não prevê cláusula de renovação automática.
Ele terá mais um treino antes da partida de domingo, contra o Bragantino, às 16h, no Maracanã, pelo Brasileirão. Esta será sua sétima passagem pelo comando do Tricolor. As anteriores ocorreram em 1996, 2002-03, 2003, 2007-08, 2009 e 2014.
O treinador chega junto com os auxiliares Alexandre Mendes e Marcelo Salles. Ele não trará um preparador físico. O departamento fica sob responsabilidade de Ricardo Henriques.
Imagem: Marcelo Gonçalves/FFC
Renato Gaúcho comanda primeiro treino no Fluminense.

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Que Renato chega ao Fluminense?
- Você pergunta qual é o Renato que chega? É um pouco de tudo. O treinador tem que ser um pouco de tudo. Tem que conversar com os jogadores, escutar os jogadores, trabalhar a parte tática, trabalhar a parte técnica. Esse é o trabalho do treinador. Apagar incêndio, mas acima de tudo, dar liberdade. Pelo menos é dessa forma que eu trabalho. Dar liberdade para o jogador se expressar. Eu não sou aquele treinador que fala, fala, fala e não dá oportunidade para o jogador falar. Eu acho que é um pouco por aí. Eu acho que esses títulos da minha carreira, que eu ganhei como treinador, foi dessa maneira que eu trabalhei, e não vou mudar, até porque eu gosto da maneira que eu trabalho, as pessoas ou os grupos que trabalham comigo gostam da minha maneira, eu não tenho o que mudar. Na hora de passar, fazer um carinho no jogador eu vou fazer, na hora de multar, na hora de chamar atenção também eu vou chamar.
Estilo de jogo
- Gosto dos times que trabalho, da posse de bola, de preferência dentro do campo do adversário. Não gosto de arriscar tanto atrás. Tem horas que converso bastante com meus zagueiros e goleiro que na dúvida tem quebrar. Eu não vou arriscar. Não sou aquele treinador que se você for jogando 10 vezes, mesmo nas dificuldades não quero que dê chutão. Não. Conversei sobre isso com meus zagueiros, com o Fábio. Na dúvida tem que quebrar. Sempre trabalho pela posse de bola, mas na dúvida não pode arriscar. Principalmente dentro ou próximo da área, um erro é fatal. Isso vem muito da característica dos jogadores, não adianta fazer se não tem característica.
Primeiro contato com o grupo
- Tive uma conversa. O presidente me apresentou ao grupo e depois conversei muito rapidamente. Conversei mais no campo. Pude fazer um trabalho tático hoje que vou repetir amanhã. Pouco tempo de trabalho até domingo, apesar de que já conheço bastante o grupo, tem alguns jogadores com características que vou conhecer na semana que vem. Sempre muito difícil para o treinador chegar, conhecer o grupo e não ter tempo para treinar, mas faz parte do futebol brasileiro. Tentei aproveitar o máximo do tempo de manhã, amanhã passo o vídeo, converso, faço o trabalho tático. E domingo tem esse jogo importante contra o Bragantino. Peço que o torcedor compareça no maior número, a torcida do Fluminense sempre compareceu e incentivou. Se tratando do Brasileiro, mais do que nunca é necessária a presença para apoiar a equipe para que neste segundo jogo a gente possa conquistar os três pontos.
Sentimento de voltar ao Fluminense
- A identificação eu falo, é muito bom ser bem recebido no clube, e sempre fui bem recebido aqui. É uma das minha casas e isso fez que aceitasse o convite. Tenho o nome marcado aqui na história do clube como jogador e treinador. Como jogador sempre dei o máximo para conquistar títulos, ajudei em 1995. Depois procurei, junto com a comissão e o grupo, conquistar títulos como treinador e conquistamos a Copa do Brasil. Aquela final da Libertadores não me desceu até hoje, por tudo que fizemos. Fiquei feliz pelo clube ter conquistado a Libertadores dois anos atrás, mas aquela Libertadores ainda não desceu.
Então a gente vai trabalhar bastante para voltar a conquistar, voltar a conquistar uma vaga na Libertadores para quem sabe no futuro aquele sonho que escapou possa ser realizado
— Renato Gaúcho
Utilização da base
- Eu sempre gostei de trabalhar com garotos. Por onde eu trabalhei, eu costumo sempre fazer. Mandar um ou dois dos meus auxiliares a ver jogos na base, acompanhar os garotos lá embaixo, me passar informações e costumo fazer também, praticamente sempre que há o tempo, e já marquei inclusive para segunda-feira um coletivo com os garotos da base, justamente para poder observar os garotos lá, dar atenção a eles e ver, de repente, se tem alguém promissor que possa estar no profissional. Então, eu fico tranquilo que eu sempre trabalhei dessa forma e aqui no Fluminense não vai ser diferente.
Período fora dos campos
- Foram 3 meses, eu precisava descansar, dar uma relaxada. Ano passado no Sul, por causa da enchente, foi desgastante. No fim do ano falei com o presidente do Grêmio que independente da decisão do clube eu precisaria relaxar. Procurei aproveitar esse tempo, fiz coisas que não fazia, jogar um futevôlei, tomar um chopp com amigos, curtir a família, cachorro. Coisas normais. Ia dormir um pouco tarde, acordava 11h, 12h. Procurei me divertir um pouquinho no bom sentido. Vi muitos jogos, isso não abria mão, do Brasil e de fora. Estava ligado. Achei que era hora de voltar, estou descansado.
Busca por reforços
- O grupo do Fluminense é qualificado. Aí você me pergunta se pode chegar mais alguém em determinada posição. Isso a gente vai ver no dia a dia. Ver se o clube também tem condições de contratar. Hoje em dia não é fácil encontrar jogadores, entendeu? E quando você encontra, são jogadores caros. Aí entra a parte financeira também do do clube que eu não sei como é que é, mas aí eu trocando ideias com o presidente, com a diretoria, a gente vê isso. Sempre que a diretoria, o presidente puder me dar um reforço, ele será sempre bem-vindo. A gente nunca pode falar assim: "esse grupo tá fechado". Não, daqui a pouco tem uma brecha, tem um jogador dando mole ali fora que o clube tenha condições de contratar, que a gente sabe que vai chegar pra nos ajudar. Com certeza a gente vai tentar trazer. Mas isso aí não vai ser toda hora porque é que eu falei e é difícil você encontrar jogadores hoje em dia.
Imagem: Divulgação
Thiago Silva em treino do Fluminense com Renato Gaúcho em 2008.

Conversas com o Thiago Silva no retorno?
- Na vinda não, mas é um cara que sempre que a gente se encontrava, conversava bastante. É um monstro. É um cara que admiro bastante tanto como jogador como pessoa. Tive o prazer de ter trabalhado com ele, é um cara que torcia muito quando vestia a camisa da Seleção. Todo treinador quer trabalhar com um jogador desses. É experiente, joga muito, é um segundo treinador em campo, dá uma tranquilidade saber que tem essa liderança em campo e o grupo respeita essa liderança dele. Não é por nada que ele é o capitão e um dos grandes ídolos da torcida do Fluminense.
Elenco
- O grupo do Fluminense é muito bom. Trabalhei com alguns jogadores, o Thiago Silva, Thiago Santos, Renê, Lima, jogadores que tenho admiração grande. O Fábio que é um dos melhores jogadores do Brasil. E temos um xerife, um líder, um cara excepcional, que é o Thiago. Importante ter jogadores assim no grupo, que agregam, que são líderes. São jogadores que conheço. Basicamente conheço 80% do grupo do Fluminense. Por isso aceitei o convite. Tenho certeza do sucesso desse grupo.
Negociação com o Flu
- Foi rápido. Eu estava em casa voltando de uma consulta médica com minha filha. Tocou o telefone, era o presidente. Falei: "presidente estou dentro do táxi, estou chegando em casa, depois a gente se fala". Era quarta-feira. Cheguei em casa, liguei para ele, queria conversar. Recebi ele na minha casa, trocamos algumas ideias, adiantamos bastante coisa. No dia seguinte, faltavam detalhes, acertamos e ontem dei a palavra final e hoje estou aqui. Tem situações que demoram bastante, tinha uma vontade de trabalhar com ele, com o próprio Paulo. Aceleramos as coisas. Faltavam só um detalhezinhos que eram do meu empresário com ele, mas tudo certo, hoje estou aqui.
Identificação com o Fluminense
- Com o passar do tempo você fica mais experiente. Tive o prazer de vestir a camisa do clube, de conquistar o título de 1995, tive o prazer de conseguir a Copa do Brasil de 2007, infelizmente escapou a Libertadores de 2008. Sempre me senti em casa como jogador e treinador. Tive convites de outros clubes. Esta semana tive uma conversa com uma pessoa que me pediu para não conversar com ninguém, inclusive com o Fluminense. Que domingo esse clube poderia me contatar para contratar e aceitei o Fluminense porque aqui me sinto em casa. Tinha desejo de voltar ao clube, queria trabalhar com o Mário, Paulo e conheço 80% do grupo. Você junta o útil ao agradável. Não tivemos dificuldade de se acertar.
Recuperar identificação com a torcida
- Acho que você conquista uma torcida pelo trabalho, como jogador e treinador. Meu trabalho é buscar os melhores resultados. Hoje de manhã falei com os jogadores que o reflexo do torcedor na arquibancada é o reflexo do time em campo. Não tem time no mundo que vai ser vaiado se estiver se entregando em campo. No momento que o torcedor vê que o time está correndo atrás, se entregando, o torcedor vem junto. Quando vê que o time está apático, passa a impressão que os jogadores não querem nada com nada, claro que fica insatisfeito. No momento que o torcedor ver que o time está buscando a vitória, pode ter certeza que o grupo vai ter apoio do torcedor. Espero que isso aconteça no próximo domingo.
Citado na seleção brasileira por Ronaldo
- Feliz, né? Principalmente tratando do do Ronaldo, um jogador conhecido no mundo todo, é campeão do mundo, que eu tenho uma admiração muito grande, feliz por ele ter citado o meu meu nome. Eu fico feliz só em ter sido lembrado para a seleção brasileira, mas ninguém me procurou e nunca passou pela minha cabeça não aceitar nenhum convite e esperar a seleção brasileira. Eu acho que a seleção brasileira é uma coisa que vai acontecer, ela vai acontecer normalmente eu sem clube, eu trabalhando no clube. Eu procuro por onde eu passo, procuro fazer da melhor maneira possível meu trabalho para conquistar títulos e ser lembrado para a seleção brasileira. É um sonho que eu tenho, é um sonho que eu tenho e eu sempre falo que eu acho que o treinador, qualquer treinador ele tem que ter esse sonho de seleção brasileira, que é o máximo para ele. O treinador que não pensa já na seleção brasileira, pelo menos na minha opinião, é porque não se garante.
- Eu com 18 anos, quando cheguei no Grêmio, eu tinha um sonho de chegar na Seleção Brasileira. Com 19 anos cheguei e fiquei 10 anos, então acho que o profissional ele tem que pensar sempre grande. O que é pensar grande? É chegar na seleção brasileira como jogador ou como técnico. Se um dia esse sonho meu vai ser realizado, eu não sei, mas eu trabalho nos clubes para que um dia eu possa ter também uma oportunidade na seleção brasileira, mas jamais vou ficar parado esperando o convite da Seleção, entendeu?
- Eu tinha um desejo no momento de treinar, de trabalhar no Fluminense. Agradeço mais uma vez o presidente Mário por ter me convidado e eu aceitei de imediato. Então muita gente poderia pensar assim, "ah, o Renato está recusando algumas propostas como aconteceram de outros clubes porque ele está esperando a seleção brasileira". Não, naquele momento eu não estava aceitando nenhum convite e eu deixei bem claro para os clubes que me procuraram porque realmente precisava de um tempo para descansar. Eu descansei. Uma semana atrás, 10 dias atrás, eu dei uma entrevista e falei: " estou no mercado agora, agora vou voltar a trabalhar.
- Então, se alguém pensou que eu estava esperando seleção brasileira, não, eu estava descansando e no momento que eu achei que eu tava aberto para voltar a trabalhar, eu fui procurado pelo Mário. Aceitei de imediato e como eu falei, seleção brasileira é um sonho, mas se tiver que acontecer vai ser uma coisa normal. Eu não forço nenhuma barra para as coisas que tem que acontecer na minha vida, na minha vida as coisas não acontecendo normalmente, como aconteceu agora, meu desejo de treinar o Fluminense. Se um dia, se um dia tiver que acontecer seleção brasileira, eu vou aceitar com maior prazer, porque eu acho que todo treinador, como eu falei, tem que pensar grande. Se tiver que pensar grande, tem que pensar sim seleção brasileira.
Identificação maior com o Fluminense
- Hoje estava falando com o presidente e ele me lembrou de algo interessante, 30 anos do gol de barriga e no dia 26 de junho, no nosso terceiro jogo do mundial, é comemoração dos 30 anos do gol de barriga. Estou mais magro do que naquela época. Tive o prazer de jogar no Fluminense, Flamengo e Botafogo, ser ídolo das três torcidas e trabalhar como treinador do Vasco e ser ídolo lá também. Me sinto privilegiado por ter jogado em três grandes do Rio, ter trabalhado como treinador do Vasco, ser ídolo das torcidas.
- Tenho essa identificação grande aqui no Fluminense, como no Flamengo fui várias vezes campeão, o gol de barriga aqui me marcou bastante, depois de 9, 10 anos sem título, no centenário do Flamengo. Depois como treinador, ter ganho a Copa do Brasil e ter chegado à final da Libertadores. Sou orgulhoso de mim mesmo por tudo que fiz pelo futebol brasileiro e carioca. E hoje por ter conquistado títulos como jogador e treinador, volto hoje feliz por estar aqui e querendo mais títulos.
Papel do Ganso em campo
- Primeiro, vamos recuperar 100% o jogador. É um jogador interessante, inteligente, fora da média. Independente da decisão, é sempre importante ter um jogador assim no grupo e no campo. É um líder, acima da média. Não tive tempo de conversar com ele, mas acredito que vamos ter essa conversa amanhã ou até segunda-feira para saber das reais condições dele, falar com o fisiologista, preparador físico, conversar com ele, ver como está se sentindo para então poder contar com ele.
Imagem: RENER PINHEIRO / FLUMINENSE F.C.
Ganso treina no Fluminense.

Jogadores que podem ser potencializados
- Trato todo mundo igual, dou oportunidade para todos. Os jogadores se entrar e jogar 5, 10, 45 ou 90 minutos tem que se entregar. Não tem nome, salário, idade. Tem que jogar o melhor. Mas preciso de todos eles. O Fluminense tem várias competições, impossível botar sempre a mesma equipe em campo. Todo mundo vai ter oportunidade, o carinho do torcedor. Todos vão ter minha atenção, lógico que vou comprar. Preciso de todos eles. Todo jogador que entrar 5, 15, 30 minutos, o torcedor vai ver ele se entregando. Dessa maneira que gosto de trabalhar, cobrar e deixo isso bem claro. Tem um ditado que diz que a fila anda ali fora, aqui também. Se o jogador está mostrando que quer ajudar o clube, pode ter certeza que vai ter oportunidades. Mas se sentir que tem jogador que não quer ajudar, vai para trás da fila, mas tenho certeza que não vai acontecer isso.
Reencontro com o Thiago Santos
- Gosto muito do Thiago. É um cara que me ajudou bastante no Grêmio, bom de grupo, bom jogador. Joga de volante e zagueiro, é um jogador que sempre admirei bastante. Vai ser importante esse jogador no grupo.
Reencontro com Lima
- Sempre bom rever jogadores com quem já trabalhei. Vinha assistindo bastante jogos do Fluminense, não só o Lima, mas tem outros jogadores que tive o prazer de trabalhar. Importante o jogador ter conhecimento dos jogadores faltando três dias para o jogo. O Lima faz parte. É um jogador interessante. Importante conhecer não só ele mas todo o grupo para a gente fazer uma grande partida.
Competições alvos
- Vou conversar bastante com o presidente. Clube como Fluminense entra para vencer em todas as competições. Lógico que não vai ganhar tudo, quem muito quer nada tem. No momento, priorizar, não. Estamos em função do Brasileiro, da Sul-Americana. No futebol, não dá para botar sempre o mesmo time. De vez em quando, tem que poupar jogadores. Mas dentro do possível vamos jogar com força máxima. Lá na frente se apertar muito, a gente vai trocar ideias e ver o que é melhor para o clube.
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