"Ele tomou banho e dormiu", diz delegado sobre suspeito de estuprar bebê
10/08/2016 09h15Fonte Cidade Verde
Imagem: Divulgação

Com apenas 17 anos, o menor infrator apontado como o responsável por violentar sexualmente um bebê no município de Pedro II, acumula no histórico outras duas tentativas de estupro. O delegado Willame Morais, gerente de policiamento no interior, acrescenta que o suspeito confessou o ato infracional com frieza na frente da mãe, promotor de Justiça, Conselho Tutelar e Polícia Civil. Em depoimento, ele disse também que após os abusos, jogou água na criança para limpar o sangue, foi para casa, tomou banhou e dormiu.
"Ele confessou todo o delito e contou com detalhes. Confessou de forma fria, não mostrou arrependimento. Ele disse que só teve medo após a prática do delito, pela gravidade do crime, disse que ficou com medo de que algo pudesse acontecer com ele. Então, foi até à sua residência, pegou uma garrafa de refrigerante, encheu com água, voltou ao local, limpou a criança e a colocou próximo a uma rua onde fica um matagal...retornou pra casa, tomou banho e foi dormir", disse Moraes.
O menor de idade foi apreendido no fim da tarde desta terça-feira (09), um dia após prestar depoimento. O delegado explica também que já tinha ouvido a mãe do adolescente que tentou defender o filho. As contradições levaram a Polícia Civil à autoria do crime.
"O histórico do menor e as contradições nos depoimentos dele e da mãe levou com que a gente retornasse na casa dele para conversar novamente com ele. Primeiro, a mãe disse que ele tinha chegado às 22h, mas ele chegou às 2h; Depois, ela disse que ele tinha bebido um copo de bebida, mas o filho havia ingerido 1L de vinho e que ele não tinha histórico relacionados a abuso e ele tinha. Ele não tendo como negar, confessou", disse o gerente de policiamento do interior.
Em entrevista ao Notícia da Manhã, o delegado ressaltou a agilidade na elucidação do caso e repudiou a atitude da população, que ao saber da apreensão do menor, incendiou a delegacia de Pedro II e promoveu um verdadeiro "quebra-quebra" no prédio.
"Em dois dias o crime foi solucionado e como resposta a população invade nosso ambiente de trabalho, depreda, incendeia a delegacia, carro de agente de polícia foi depredado. Isso nos deixa muito triste. Compreendo muito bem a sensação da população, mas não posso aceitar de forma nenhuma essa forma de reconhecimento: a polícia elucida o fato e é punida", desabafa o delegado. Como parte da delegacia foi destruído, o prédio ficará fechado por alguns dias.
O menor infrator trabalha em uma loja de construções, mas não estuda. Com a repercussão do caso, ele foi trazido para Teresina.