Pedido da PF ao Supremo para investigar orçamento secreto gera clima de desconfiança na base
29/11/2021 10h23Fonte G1
Imagem: Reprodução
Na avaliação de governistas, o movimento do Congresso de só liberar a transparência das emendas de relator a partir do próximo Orçamento – contrariando decisão do STF que determinou transparência total – também tem como objetivo blindar os parlamentares dessa investigação da CGU/PF.
A investigação começou a ser feita por iniciativa da Controladoria-Geral da União (CGU), depois de denúncias de superfaturamento de preços em convênios e licitações nas emendas dessa rubrica do orçamento, a RP-9.
Parlamentares reconhecem que se essa investigação for aprofundada terá um potencial explosivo. Em maio, reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” que revelou o “orçamento secreto” também apontava que parte das verbas das emendas de relator foram usados para comprar tratores com valores superfaturados.
“Desde que a investigação foi revelada, um clima de desconfiança tomou conta da base aliada. Até porque essa investigação está sendo tocada pelo governo. Ao deixar a base com a faca no pescoço, o governo Bolsonaro limita a força de [o presidente da Câmara, deputado Arthur] Lira”, resumiu ao blog um experiente deputado do Centrão.
A investigação das emendas de relator foi revelada pelo próprio ministro Wagner Rosário, da CGU, em audiência no início de outubro na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Mas o clima de apreensão tomou conta da base aliada depois da formalização da investigação feita pela PF ao STF.