Os candidatos ao Governo do Piauí participaram, na noite desta terça-feira (29), do debate realizado pela TV Clube nas eleições de 2026. A mediação foi realizada pelo repórter Paulo Renato Soares.

Foram convidados os concorrentes de partidos com representação de, no mínimo, cinco parlamentares no Congresso Nacional. Estiveram presentes: Dra. Lúcia Santos (PSDB), Elizeu Aguiar (NOVO), Joel Rodrigues (PP), Professor Gisvaldo (PSOL) e Rafael Fonteles (PT).

O debate foi dividido em quatro blocos, sendo dois com temas livres e dois blocos com temas pré-definidos sorteados ao vivo.

1º BLOCO

Dra. Lúcia Santos começou questionando ao governador Rafael Fonteles sobre a prioridade os gastos de recursos da saúde, criticando os investimentos para o programa Piauí Saúde Digital.

Rafael Fonteles respondeu que, na verdade, os investimentos na saúde pública aumentaram, inclusive a digitalização da saúde, que favorece a flexibilização de consultas.

Na tréplica, a candidata afirmou que o candidato redirecionou recursos que seriam para aquisição de medicamentos e outras coisas essenciais e investiu em algo que não representa, ao seu ver, uma melhora real para a população.

Rafael retrucou que a candidata não faz uso do Piauí Saúde Digital, reforçando que é um serviço gratuito e instantâneo, associando a colocação da candidata como ‘desespero da oposição’.

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Professor Gisvaldo questionou Joel Rodrigues se o modelo de gestão adotado em Teresina seria levado para o Governo do Piauí.

Em resposta, Joel afirmou que possui outras experiências na gestão pública, citando sua atuação como prefeito de Floriano e destacando ações que, segundo ele, foram realizadas durante sua administração no município.

Na tréplica, Gisvaldo afirmou que o modelo de gestão do grupo político de Joel não é satisfatório e que, na prática, segue uma linha semelhante à do governador Rafael Fonteles, especialmente no que diz respeito às privatizações.

Joel respondeu que chega à disputa com coragem para enfrentar o que chamou de “máquina estadual”. Disse ainda que trabalha com sensibilidade e destacou que, se eleito, buscará promover uma integração entre o Estado e os municípios, independentemente do grupo político ao qual pertençam.

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Elizeu Aguiar questionou a candidata Lúcia Santos sobre o problema da falta d’água no estado. Ele perguntou o que a candidata fará caso eleita.

Dra. Lúcia Santos respondeu que o subsolo do Piauí possui reservatórios suficientes para o abastecimento de água. Defendeu a construção de adutoras no estado e revisar os contratos com a empresa Águas do Piauí.

Na réplica, Elizeu Aguiar disse que o problema poderá ser resolvido com a transposição das águas do Rio São Francisco, que abastecerá barragens da região Sul do estado, por meio de uma construção que chamou de “Cinturão das Águas”, com a perenização de rios.

Na tréplica, Dra. Lúcia Santos disse que as propostas precisam ser executadas para que os problemas da população sejam resolvidos. Ela também comentou sobre questões relacionadas à Segurança Pública e valorização profissional de categorias.

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O candidato Rafael Fonteles questionou Elizeu Aguiar sobre a manutenção do programa Casa Legal, que, segundo o governador, entregou 100 mil registros de imóveis, além do Orçamento Participativo Digital (OPA), por meio do qual comunidades podem indicar e votar em obras a serem executadas. Fonteles perguntou se Elizeu pretende extinguir, manter ou ampliar os projetos.

Elizeu respondeu que pretende avaliar os contratos dos programas para identificar quem está na ponta responsável pela execução das obras. Segundo ele, essa análise permitirá verificar a legalidade dos contratos. Em seguida, rebateu Rafael ao afirmar que o governador prometeu moradias durante o projeto de revitalização do Centro, mas que elas não saíram do papel.

Ao responder, Rafael Fonteles afirmou que sua pergunta não foi respondida e destacou que os programas criados em sua gestão contam com o apoio do Tribunal de Justiça do Piauí. O governador também disse que, caso seja reeleito, pretende ampliar a meta do Casa Legal para 200 mil registros e expandir a atuação do OPA, alcançando mais cidades e com um orçamento maior.

Encerrando a rodada, Elizeu afirmou que o OPA é um programa político e criticou o fato de, segundo ele, a iniciativa estar concentrada em cidades maiores, deixando os municípios menores de fora. O candidato também fez críticas aos empréstimos contratados durante a gestão de Rafael Fonteles.

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Joel Rodrigues questionou o Professor Gisvaldo sobre quais são as propostas do candidato para geração de empregos.

O candidato respondeu que é necessário romper com a matriz do agronegócio, seguindo um modelo mais voltado ao polo industrial juntamente com o equilíbrio ambiental, fazendo investimentos na indústria, garantindo uma grande quantidade de empregos.

Na réplica, Joel afirmou que é preciso criar um ICMS competitivo, descobrir a vocação de cada região e levar escolas técnicas voltadas para a região.

Em sua tréplica, o professor Gisvaldo criticou o atual governo do estado, sobretudo a forma como lida com a questão ambiental, afirmando que o candidato à reeleição é um dos gestores que mais comprometeram o meio ambiente.